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quinta-feira, fevereiro 06, 2014

A INFLUÊNCIA DOS ELOGIOS NO DESEMPENHO DAS CRIANÇAS





Ver todo o artigo aqui


quarta-feira, junho 19, 2013

Ser PROFESSOR

SER PROFESSOR
Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã e avó,
é ser palhaço, estilhaço,
É ser ciência, paciência...
É ser informação,
é ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?... Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.

Ser professor...
É um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de
AMANHÃ

AMANHÃ
os alunos vão-se...
e ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de
Cultura
e ele, o professor,
vai despejando
com toda a ternura,
o saber, a Orientação
nas cabecinhas novas que
amanhã
luzirão no firmamento da
Pátria.
Fica a saudade...
a Amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.
(autor desconhecido)

domingo, junho 02, 2013

Shakespeare é um apresentador da BBC ?!?

(Ver AQUI)

Afinal não é só no nosso país... 
É o resultado do tal facilitismo em que vivemos hoje. Os alunos não precisam de saber para passar, e o importante são os números das estatísticas. Não sabem História, não sabem Ciências, não sabem Matemática, não sabem escrever nem interpretar... 
Mas é tudo considerado muito normal e até parece que, para serem felizes, as criancinhas não precisam de aprender seja o que for. 
Como se os nossos alunos não tivessem capacidades para aprender e seja uma violência que os professores queiram que eles aprendam alguma coisa.
Felizmente, ainda alguns alunos que se importam, embora não sejam muitos...

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Encarregados de Educação em extinção

SE eu escrevesse aqui o que penso de muitos dos encarregados de educação que tenho encontrado ao longo dos anos, nem sei se o FB me daria espaço suficiente. Muitas das vezes apetece dar um par de estalos nos pais, pela incompetência que demonstram na educação dos seus filhos. Só posso acrescentar: INVENTEM-SE NOVOS PAIS!!!


domingo, outubro 07, 2012

Aos pais...


sexta-feira, outubro 05, 2012

Dia Mundial do Professor


Eu sou PROFESSORA!!



Eheheheh!!! Tantas vezes!
E, no entanto, limito-me a virar as costas a tanta ignorância!

terça-feira, agosto 21, 2012

Daqui a 10 anos...


segunda-feira, junho 11, 2012

Metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão

11.06.2012 - 08:28 Por João d´Espiney

Investigadoras do ISPA inquiriram mais de oitocentos docentes de todo o país. A indisciplina e o desinteresse dos alunos, o excesso de carga lectiva e a extrema burocracia nas escolas são os principais motivos apontados.

Luís e Catarina são professores do ensino básico e sentem frequentemente que não conseguem estar à altura do que a profissão lhes exige. Ambos sofrem da chamada síndrome de burnout, um estado físico, emocional e psicológico associado ao stress e à ansiedade que, nos casos mais graves, pode mesmo levar à depressão. 

Os dois não estão sós. Segundo um novo estudo conduzido por duas investigadoras do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), metade dos professores portugueses sofre deste distúrbio, que se manifesta mesmo nos níveis mais elevados em 30% dos docentes. O estudo resultou de inquéritos a 807 professores de escolas públicas (a larga maioria) e privadas de Portugal continental e regiões autónomas. 

Luís (nome fictício) tem 40 anos, 18 dos quais a dar aulas de Língua Portuguesa e Oficina de Teatro a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e a leccionar em Cursos de Educação e Formação, destinados a alunos com mais de 15 anos e com um historial de insucesso escolar. Catarina (que também pediu para não ser identificada pelo nome verdadeiro) tem 48 anos e é professora desde 1984. Dá aulas de Língua Portuguesa, Estudo Acompanhado e Formação Cívica no 2.º ciclo, apoia dois alunos com necessidades educativas especiais e é há vários anos correctora de exames nacionais, além de ser directora de turma e coordenadora de ciclo.

"Um grande vazio"

"O sentimento de ansiedade torna-se gradualmente presente, assim como as suas consequências, nomeadamente o recurso prolongado a ansiolíticos", sintetiza Luís, garantindo que há "muitos professores" que recorrem a ajudas de "carácter psicológico e psiquiátrico, que incluem medicação forte". 

"Esta é uma realidade observável através dos comportamentos, da forma de andar e falar. As queixas habituais revelam o extremo cansaço e até mesmo um tom de desespero, justificados pelas situações crescentes de indisciplina e desinteresse dos alunos, o que gera um sentimento de impotência e inevitabilidade", explica o docente. 

Catarina concorda: "Muitas vezes, a sala de professores parece o muro das lamentações", conta. "A diversidade de tarefas é uma evidência" e "a carga horária é cada vez maior", diz esta professora, que exemplifica ainda com as "as reuniões constantes e intermináveis", "os alunos mais agitados e sem regras" e "os pais e encarregados de educação que "entram" na escola de forma muito negativa". "Inicialmente senti-me angustiada por verificar que a minha verdadeira função estava a ser posta em causa", descreve a professora, salientando que procurou sempre adaptar-se ao que lhe foi sendo pedido. Mas hoje sente "um grande vazio". 

De acordo com a investigação realizada por Ivone Patrão e Joana Santos Rita, são sobretudo os professores do sexo feminino, mais velhos e com vínculo profissional que apresentam níveis de burnout superiores. O primeiro aspecto apontado pelos docentes como causa para o distúrbio prende-se com a dificuldade de gestão dos problemas de indisciplina na sala de aula, com a percepção da desmotivação para o estudo por parte dos alunos e pela pressão para o sucesso. O segundo factor relaciona-se com a insatisfação com a carga lectiva que lhes é atribuída, por todas as responsabilidades não-educacionais e pela falta de trabalho em equipa e de suporte das chefias, além da pressão de supervisores no que toca à avaliação de desempenho. 

Luís não tem mesmo dúvidas em afirmar que o actual sistema de avaliação de desempenho, que considera "desonesto e injusto", contribuiu decisivamente para o estado em que se encontra e que o leva a questionar cada vez mais o interesse que sente pelo ensino.

quinta-feira, março 01, 2012

À vontade do freguês

Estou de acordo com Ricardo Montes e acho que tudo isto é uma pouca vergonha. Andam a brincar com os professores, andam a brincar com os alunos, andam a brincar com todos os que, de qualquer modo, estão envolvidos com todo este processo doAcordo Ortográfico. Será que não são capazes de se entender e de fazer um trabalho limpo e digno?
Não quero, com isto, dizer que estou de acordo com o AO, mas antes de mais, sou uma profissional do Ensino e cabe a mim, como tal, preparar os meus alunos para aquilo que, segundo o que foi, sobejamente, divulgado, passará/passaria a ser "regra" após um período de habituação.
Dizem agora que cada um faz como quer?!?

Já há uns anos aconteceu algo semelhante com as TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário), que, por um ano letivo, reinaram nos assuntos relativos ao ensino da Língua Portuguesa.Desapareceram logo a seguir.

Entretanto foi o MEU dinheiro que serviu para que fossem feitos os novos manuais, foi o MEU dinheiro que pagou a formação de professores e editores e será o Meu dinheiro que servirá para as novas "brincadeiras" que algum iluminado tratará de arranjar para incomodar o povo.



(2ª parte)

Entretanto, o Secretário de Estado já veio desmentir  o que tinha dito, afirmando que foi mal entendido, blá blá, bá... As coisas do costumes.
Vamos ver se haverá seguimento!

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Acerca da desmotivação dos alunos

" De uma vez por todas se caia na realidade e se deixe de pedir aos professores aquilo que não lhes compete. Estratégias para isto, estratégias para aquilo; lidar com a indisciplina, lidar com a desmotivação. Aos professores não se deve pedir que arranjem estratégias para resolver esses problemas, pois isso é admitir que eles são situações normais, correntes e com tendência a perpetuar-se. Simplesmente não se pode admitir que eles existam como norma.

A escola pública oferece um ensino gratuito (gratuito!, à exceção da aquisição do material escolar), onde os alunos podem usufruir de refeições a um preço pouco mais do que simbólico, em regra com bons e ótimos equipamentos e professores. Os alunos mais carenciados têm comparticipação parcial ou total na aquisição dos seus materiais, nas
refeições e nos transportes. De um modo geral os programas são adequados às faixas etárias e ao tipo de sociedade que é o nosso. Estas condições por si só não são mais do que satisfatórias para que os alunos e as suas famílias se sintam naturalmente motivados? De que raio de motivação extra precisam os alunos?

Em África, na Ásia e na América Latina há centenas de milhões de crianças e jovens que frequentam escolas (os que têm essa sorte) em condições miseráveis. E aí muitos deles estão bem mais motivados do que os nossos. Serão os seus professores melhores do que nós? Possuirão eles as tais estratégias mágicas que nós, tecnologicamente apetrechados, não conseguimos vislumbrar?

É mais do que evidente que a motivação é uma treta quando colocada nas mãos dos professores, mas uma realidade quando olhamos para os sítios onde reside a sua génese: na sociedade em geral, nas famílias, em quem nos governa e na legislação obtusa que se produz. Por isso, os professores não têm que motivar quando não há motivos de origem
pedagógica para o tipo de desmotivação com que deparam.

A mesma reflexão deve ser feita em relação à indisciplina, que também não é um problema que o professor tenha que resolver. A indisciplina é uma questão que, simplesmente e em circunstâncias normais, não deveria existir! Em circunstâncias normais, para resolver problemas pontuais de indisciplina o professor deveria precisar apenas de uma palavra:
"Rua!"

Se houver comportamentos desadequados nas salas de espera e nos gabinetes médicos dos hospitais serão os médicos a resolvê-las? Se a mesma coisa acontecer numa repartição de finanças são os funcionários que vão resolver? Num restaurante, num meio de transporte, numa sala de espetáculos...?

Ora, o professor não tem que motivar nem disciplinar, tem apenas que ensinar, que é aquilo que se lhe pede cada vez menos. Nessas matérias peçam-se, pois, responsabilidades a quem realmente as tem, senão daqui a 50 anos quem cá estiver estará ainda a falar do mesmo."

António Galrinho


Eu assino por baixo e ainda poderia acrescentar umas tantas coisinhas sobre quem deveria ter a responsabilidade do bom funcionamento das escolas, já que têm os poderes todos para as gerir. Façam valer esse poder nos moldes mais corretos e de forma a darem condições aos professores para fazerem aquilo que lhes compete: ENSINAR.


quarta-feira, abril 06, 2011

Já ando a dizer isto há tanto tempo...


Qualquer dia, as nossas escolas só têm "caquéticos" a arrastarem-se de uma sala para a outra, até porque já nem serão capazes de ir à sala de professores a tempo de regressar. Usarão fraldas descartáveis, para não largarem as turmas para irem à casa de banho. E todas as outras coisas próprias de pessoas idosas, esquecidas... Não que o sejam, mas que se tornem envelhecidas pelo dia a dia de gritos, indisciplina, falta de educação e tudo o mais que grassa pelas nossas escolas.
Mais uma vez eu repito: todas as nossas leis, decretos e ofícios são inventados, elaborados e enviados cá para fora, por gente que está sentada em gabinetes, no seu sossego e com ar condicionado, sem qualquer conhecimento REAL da situação REAL do que se passa nas escolas. Pelo menos é o que parece!
Mais uma vez partilho a opinião de Ramiro Marques no ProfBlog.



"Ensinar até aos 67 anos de idade?Estão loucos?



Ouvem-se vozes autorizadas a defender a idade da reforma aos 67 anos com a justificação do aumento da longevidade, envelhecimento da população e rotura financeira do sistema de pensões.

Tudo razões de peso. Vários países europeus, entre eles a Alemanha, aprovaram legislação no sentido de aumentar progressivamente a idade da reforma para os 67 anos.

Nas condições atuais de exercício da docência em Portugal, é impossível manter os professores na profissão até aos 67 anos de idade. Seria o mesmo que condená-los a uma morte precoce tal o nível de indisciplina existente nas escolas portuguesas.


Se tal acontecer, urge introduzir alterações profundas na forma como é exercida a profissão, entregando as funções sociais, de animação, administrativas e de prestação de contas a outros grupos profissionais. A animação deve ser feita por animadores, a assistência social por educadores sociais e as tarefas administrativos por assistentes administrativos.

A autoridade dos professores, dentro da sala de aula, tem de ser reforçada, colocando ao serviço deles mecanismos que travem de imediato o mau comportamento, a indisciplina e a violência verbal e física. 

Ensinar em Portugal é uma tarefa muito mais complexa e difícil do que fazê-lo nos países onde a profissão docente mantém a autoridade e se centra no ensino. Há muito que deixou de ser assim em Portugal."

terça-feira, novembro 09, 2010

A professora é brava

Que pena sermos tão poucos a pensar assim…

Ou talvez deva dizer “Que pena haver tantos que não pensam assim…!”

CRÓNICA João Miguel Tavares 'A professora é brava'  [CM 31.10.2010]

domingo, outubro 31, 2010

A importância dos pais na vida escolar dos seus filhos

 

“A pressão que os pais da classe média exercem sobre os filhos e sobre os professores constitui uma variável muito importante na qualidade das aprendizagens.

Expectativas parentais elevadas, supervisão atenta do estudo, participação nas reuniões da escola e comunicação regular com os professores são estratégias que contribuem para o sucesso escolar.estudo

Ao contrário do que as orientações políticas e pedagógicas do ministério da educação querem fazer crer, os professores não podem fazer muito para remediar os factores que mais contribuem para o insucesso: pobreza, disfuncionalidades familiares, desapego parental e baixas expectativas das famílias.

O que se tem passado em Portugal é que as políticas dos socialistas têm conduzido ao aumento da pobreza na infância, têm contribuído para tornar as famílias mais frágeis e criaram uma enorme confusão nas escolas com o excesso de legislação, de interferência dos burocratas e a demência associada à imposição de uma avaliação de desempenho que envenena o ambiente escolar e impede que os docentes se dediquem às tarefas de instrução. (...)” (ler aqui)

sexta-feira, outubro 22, 2010

A Verdade dos nossos Professores

JAMAIS A VERDADE FOI TÃO BEM ESCRITA

Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

Querem que eu dê aulas!?...

(in EMAIL)

segunda-feira, outubro 18, 2010

Quadros interativos


Quem o diz é Larry Cuban, professor emérito da Stanford University: a investigação mostra que os gadgets tecnológicos, incluindo computadores portáteis e quadros digitais, não promovem a melhoria dos resultados escolares.

Então por que razão as escolas aderem a essas inovações tecnológicas? Para darem um ar de modernice.quadro interactivo

A conclusão do investigador Larry Cuban deita por terra a argumentação saloia de José Sócrates e dos socialistas.

Despejar centenas de milhares de computadores e milhares de quadros digitais nas escolas - a maior parte sem qualquer uso - é não apenas uma manifestação de despesismo como de ignorância.

Obrigar os docentes a fazerem formação contínua sobre os quadros digitais é mais do que ignorância: é crueldade.

domingo, julho 18, 2010

Que qualidades um director deve ter?

Não resisto a partilhar este poste do ProfBlog.
Até porque há gente a mais que não sabe responder ou, muito simplesmente, não o sabe ser.

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Que qualidades um director deve ter?

"A liderança escolar depende, em primeiro lugar, do director. Um bom líder faz uma boa organização. Para se ser um bom director é preciso possuir várias qualidades humanas:

Saber ouvir os outros
Respeitar os outros
Mostrar firmeza quando necessário
Não desistir às primeiras contrariedades
Ser consistente e coerente nas decisões
Ser educado
Ser tolerante
Mas também é necessário possuir experiência de ensino e qualidades pedagógicas.

Gerir uma escola é muito diferente de gerir uma empresa. A escola é uma organização que trabalha com pessoas e produz bens intangíveis. Uma escola é eficaz quando é um local apropriado para transmitir conhecimentos. A escola não vende produtos que se possam medir e quantificar.

O director deve ser sempre um professor com larga experiência de ensino. A história profissional do director deve ter sido marcada pela excelência no ensino. Infelizmente, nem sempre isso acontece: há casos de directores que o são porque eram maus professores e quiseram fugir da sala de aula.

O director nunca deve abandonar por completo o ensino. Volta e meia deve partilhar aulas com colegas. O contacto do director com a sala de aula nunca deve ser quebrado. Os ingleses têm uma bela expressão para designar o director: head teacher. Ou seja, o líder dos outros professores."
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Isto faz-me lembrar a experiência que tive na Noruega (eu vivi-a, ninguém me contou), na escola onde estivemos a trabalhar com alunos de várias nacionalidades, inseridos num Projecto Comenius.
O Director (com um "D" maiúsculo), além de nos receber de forma bem informal, fazendo-nos sentir "em casa", esteve sempre presente em todas as actividades desenvolvidas pelos alunos e professores, ajudando em qualquer problema que surgisse. Não o fez a partir de um poleiro nem "abandalhou o sistema", como se costuma dizer. A sua presença e atitudes foram sempre de respeito e partilha de tudo o que a sua escola e a sua pessoa podiam proporcionar aos visitantes.
Soubemos, ainda, que, quando algum professor da escola falta, é ele, o Director, que o substitui, na maior parte dos casos. Embora não seja regra, acontece muito frequentemente, como medida de poupança, uma vez que, qualquer professor com horário completo que faça substituição, ganha esse tempo por inteiro.
Cá em Portugal, o director está num gabinete, muitas das vezes "alheio" à realidade da sua escola.

sábado, julho 17, 2010

Nenhum aluno conseguiu saltar do 8º para o 10º ano


Lembram-se como houve quem ficasse admirado com a ideia de alunos do 8º ano poderem fazer o exame que lhes daria acesso ao 10º ano?
Pois é, embora essa simples ideia desse volta aos nossos fígados, a verdade saiu como estava previsto: nenhum aluno passou!

Atenção, que não nos referíamos a bons alunos, que se distinguiriam pelo seu sucesso extraordinário...

A notícia saiu no Público e poderão lê-la também no ProfBlog.

terça-feira, julho 06, 2010

Também acho!


Adolescência, Psicologia e Direitos Humanos

"Quando um adolescente perante as sucessivas recusas do adulto em ceder aos seus pedidos, continua a insistir, o que pretende é que o adulto não ceda. O seu objectivo é perceber se tem à frente um adulto suficientemente seguro de si mesmo, que aguente e compense a sua insegurança. Esta foi uma das coisas mais importantes que aprendi na profissionalização em serviço, na disciplina de Psicologia, este teste a que os adultos são sujeitados sem muitas vezes darem por isso.

Para que o crescimento sadio de uma criança e de um jovem possa ter possibilidade de acontecer, o mundo não pode ser colocado ao seu nível, muito pelo contrário – o papel do educador é levar à criança e ao jovem, à medida do seu entendimento, a riqueza do mundo em que vive, sabendo contudo, que esse mundo está continuamente a ser descoberto e que é uma dinâmica constante.

Colocar limites à criança e ao jovem, ser exigente com as suas posturas e as suas responsabilidades, ao contrário do que se possa pensar, é dar-lhes o direito de crescerem com segurança, com amor, com autonomia, com equilíbrio e de, assim, mais probabilidade terem de construírem um futuro do qual se orgulhem e no qual se possam rever. Colocar limites à criança e ao jovem é também uma forma de acreditar que conseguem ir mais longe!" (in ProfBlog)

sexta-feira, julho 02, 2010

Sequesso


Eu sei que este artigo já foi escrito em Março de 2008, mas o que Henrique Raposo escreveu naquela altura, prova duas coisas:

a) Continuamos a receber emails com assuntos de "há qu'anos atrás", como se fossem de ontem ou de hoje. Por isso, muito raramente encaminho daqueles que dizem "Repassa, por favor...";

b) Há assuntos que, de há um tempo a esta parte, continuam a ser notícia, a estar em cima do acontecimento, a ser válidos para a realidade que vivemos. Este é um deles!

"A pátria adora conversar sobre professores. A pátria, porém, n unca fala sobre educação. Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto : os alunos acabam o secundário sem saber escrever. Parece que os professores vão fazer uma 'marcha da indignação'. Pois muito bem. Eu também vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: 'os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever'.

A coisa mais básica - saber escrever - deixou de ser relevante na escola portuguesa. De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil. Não se pode repreender o "menino" porque isso é excesso de autoridade, diz o psicólogo. Portanto, o petiz pode ser mal-educado para o professor. Não se pode dizer que o "menino" escreve mal porque isso pode afectar a sua auto-estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz. O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o "menino" deve ter tempo para brincar. Genial: o "menino" pode ser preguiçoso, desde que jogue na consola. Ora, este tal "menino" não passa de um mostrengo mimado que não respeita professores e colegas. Mais: este mostrengo nunca reconhece os seus próprios erros; na sua cabeça, 'sexo' será sempre 'sequesso'. Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O "menino" não escreve mal; o "menino" faz, isso sim, escrita criativa. O "menino" não sabe escrever a palavra 'recensão', mas é um Eça em potência.

Caro leitor, se quer culpar alguém pelo estado lastimável da educação, então, só tem uma coisa a fazer: olhe-se ao espelho. E, já agora, desmarque a próxima consulta do 'menino' no psicólogo. "