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domingo, junho 02, 2013

Shakespeare é um apresentador da BBC ?!?

(Ver AQUI)

Afinal não é só no nosso país... 
É o resultado do tal facilitismo em que vivemos hoje. Os alunos não precisam de saber para passar, e o importante são os números das estatísticas. Não sabem História, não sabem Ciências, não sabem Matemática, não sabem escrever nem interpretar... 
Mas é tudo considerado muito normal e até parece que, para serem felizes, as criancinhas não precisam de aprender seja o que for. 
Como se os nossos alunos não tivessem capacidades para aprender e seja uma violência que os professores queiram que eles aprendam alguma coisa.
Felizmente, ainda alguns alunos que se importam, embora não sejam muitos...

terça-feira, janeiro 11, 2011

Um cê a mais



Já me ando a habituar às novidades e estou a entrar nas mudanças aos poucos.
Se tem que ser, é melhor que vá aprendendo a dar um passo de cada vez.
Há coisas a que não acho muita piada, mas... manda quem pode, obedece quem deve. Nunca dei erros (salvo algum que apareça depois de ter corrigido 3 turmas de composições) e não será um Acordo Ortográfico que me fará mudar.

No entanto, não há dúvida que este texto está bem escrito e com humor. Daí que não resista a partilhá-lo.

Um cê a mais

Manuel Halpern

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta verme-
lha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar. (in EMAIL)

sábado, novembro 20, 2010

Viagem no sofá

Fim de semana para estar em casa.

Acordei com uma enorme dor de cabeça, já minha companhia nos dois últimos dias, por isso nem pensar em jardinar ou qualquer outra atividade mais “mexida”.

Resolvi sentar-me na sala e viajar um pouco, ainda que sem sair do meu sofá. Asstv3im como há “jogadores de sofá”, hoje é o meu dia de ser “viajante de sofá”, ou seja, dia de andar por lugares inimagináveis, roendo-me de inveja daqueles que, sendo pagos pelo trabalho que fazem, são “obrigados” (coitadinhos…) a viajar por todo o globo, visitando lugares maravilhosos, incríveis; conhecendo gente amável, sociável, querida; provando comidas e bebidas completamente diferentes das que estamos habituados; descobrindo costumes que, a muita gente daria arrepios, mas que são o cerne de cada cultura e a torna diferente de todas as outras.Travel channel

E SÃO PAGOS para isso! Para VIAJAR por TODO O MUNDO e mostrar todas aquelas maravilhas!!!!

Hoje fartei-me de viajar e gostei de TUDO!

Desde a Índia à Jordânia, passando por provas de vinhos e carneiro assado debaixo da terra, como poderia ser feito nas Furnas, tudo me agradou. pena que não tenha passado do pequeno ecrã…

A Índia é mesmo um destino que me fascina (eheheh! Qual não é?) e ao ver as imagens na TV ainda me senti mais atraída«

Foi interessantíssimo viajar até Jodhpur e deliciar-me com as cores dos vestidos da mulheres com olhos lindíssimos; os cheiros e os sabores que fizeram crescer água na boca e me levaram à cozinha para fazer um chá acompanhado de bolo escangalhado da pastelaria ; passear pelo mercado e passar os olhos por todas as pulseiras, fios, tecidos, usados numa sociedade recatada, mas tão vistosa…

“Segui” para umas minas de sal onde foi realçada a sua importância no país bem como todo o trabalho desenvolvido por aquelas pessoas. Como curiosidade, fiquei a saber que “salário” é a palavra que provém da ração de sal que era dada aos soldados romanos.

As coisas que aprendemos, mesmo ficando sentados no sofá…

A viagem continuou e fui acompanhando outros sortudos por outras paragens, através de provas de vinhos e de algumas iguarias de fazer crescer água na boca. É engraçado como, em locais tão longínquos e diversos, se fazem coisas tão semelhantes: na Jordânia, no deserto, fazem um assado de cabra ou ovelha, que, depois do animal bem temperado com muitas ervas aromáticas, é cozinhado numa cova, tal como acontece com o cozido à portuguesa, nas Furnas, nos Açores…bishnoiwoman_20834

Países diferentes, com costumes e sentimentos que, parecendo ser tão diversos, acabam por ter um único sentido e, tal como os Bishnoi, muitos de nós apenas temos sonhos simples: comida na mesa, boa saúde e uma vida familiar feliz.

Por hoje a viagem acabou. Outras se seguirão, quer através do Travel Channel, quer lendo a minha revista de eleição, a “Volta ao Mundo”. Infelizmente o Euromilhões não quer nada comigo nem com ninguém cá de casa e vou ter de continuar a contar os euros até conseguir juntar o montante para mais uma voltinha. Afinal de contas, ainda há 88% do Mundo para visitar e não será fácil… infelizmente!!

quinta-feira, março 19, 2009

Já faz um ano...

Ai, ai ,ai, que vontade de voar de novo...!
Faz precisamente 1 ano, estávamos de malas feitas e aterrávamos em Florença.
Uma viagem maravilhosa, ainda que curta, para não variar...
Florença, Veneza e Roma.
Eu, o Rafael, a Fátima e a Célia.
Viajar é o que me faz mais pensar no euromilhões. Poder chegar a qualquer altura do ano e decidir um destino diferente, sem ter de contar os euros dos meu "pilómetro" (tubo oferecido pela minha comadre do Gang das Bengalinhas, para guardar todos os euros que vão aparecendo e que só servem para as nossas viagens), podendo correr para os quatro cantos do mundo, visitar aqueles países longínquos e tão diferentes do nosso; percorrer desertos e florestas (com os devidos cuidados, claro); conhecer pessoas com costumes, que não aqueles que tão bem conheço; conhecer a sua história e provar as comidas e bebidas de outros lugares...
Que coisa maravilhosa...








Vamos lá ver qual será o próximo
voo e quando!