segunda-feira, setembro 07, 2009

Duas boas propostas para melhorar a qualidade da educação pública


Não ponho em causa de quem parte esta proposta, mas eis algo com que estou completamente de acordo e já há muito tempo que vem sendo falado "à boca cheia". Pena que os "iluminados" não consigam ver um pouco mais adiante e mantenham os alunos em cursos de brincar às escolas, acabando, muitas das vezes, por parecer que estamos apenas a dar-lhes "grandes oportunidades" para serem mal educados, esquecerem o que é uma escola e o que eles próprios são (ou deveriam ser) como gente.

Duas boas propostas para melhorar a qualidade da educação pública: cursos profissionais a partir do 7º ano e novo estatuto do aluno

O programa eleitoral do PSD tem duas propostas que, se forem aplicadas, podem melhorar muito a qualidade da educação pública:
1. A introdução de cursos profissionais a partir do 7º ano de escolaridade
2. Revisão do estatuto do aluno de forma a que assiduidade e a disciplina sejam valorizadas e tenham consequências.
Todos sabemos que uma coisa é o que está nos programas e outra - quase sempre diferente - a forma como essas medidas são aplicadas ou até mesmo adulteradas ou esquecidas.
O sucesso ou falhanço da aplicação dessas duas importantes medidas vai depender de quem serão os protagonistas que as vão aplicar. Conheço várias personalidades com obra feita no ensino e na educação que dariam garantias de as aplicarem bem mas evito dizer quem são, embora toda a gente as conheça e esteja a pensar nelas.
A meu ver, é preciso acabar com a trapalhada sem fim dos Efas, dos Cefs e do Novas Oportunidades, substituindo esses programas por um verdadeiro ensino profissional que consiga reabilitar o excelente ensino técnico que foi destruído em 1975. Não será fácil porque toda a mão-de-obra especializada foi desbaratada e a maior parte das escolas não tem equipamentos, espaços e recursos humanos capazes de assegurarem uma oferta de qualidade. É por isso que eu defendo que o ensino profissional só deve ser oferecido em escolas que mostrem possuir essas recursos e competências. É preferível deslocar os alunos para essas escolas, ainda que fiquem situadas longe dos locais de residência dos alunos, oferecendo-lhes programas de carácter profissionalizante que os dotem de competências e saberes para desempenhar uma profissão, do que, a pretexto do falso conceito de escola inclusiva, os meter em Cefs onde, na verdade, não aprendem nada de muito profundo. (in , ProfAvaliação)

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