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quinta-feira, outubro 29, 2009

Dervixes Rodopiantes

Além da Capadocia, também queria muito ver os Dervixes Rodopiantes, pertencentes à Ordem de Mevlevi, que foi fundada por Mevlâna (1207-1273), um místico Sufi, que acreditava que a dança e a música eram um meio de induzir um estado extático de amor universal, oferecendo à pessoa, uma maneira de se libertar da ansiedade e dor da sua vida diária.

[Cartaz na escola turca]

Quando surgiu a oportunidade de "levar" a nossa escola até Konya, na Turquia, pensei que era a possibilidade de assistir a um dos rituais dos "monges", a sema, ou seja, a cerimónia rodopiante que é essencial à prática dos Dervixes.
Só que, por pouca sorte, essa prática só acontece aos sábados, e, nesse dia, já estaríamos a viajar para casa.
Por isso, apesar do lado comercial da coisa, fomos jantar a um restaurante, em Istambul, com um espectáculo de Dervixes, embora soubessemos que não eram verdadeiros monges.
A sensação foi estranha, principalmente por conhecer a doutrina de Mevlâna. Mas, ao mesmo tempo, gostei de me deixar embrenhar no espírito daquele rodopiar, ao som de uma música melodiosa, mas melancólica.



Quando visitámos o Museu de Mevlâna, em Konya, foi com uma certa emoção que imaginei os monges rodopiando por aqueles espaços.

[Torre do Museu Mevlâna, Konya]

quinta-feira, outubro 22, 2009

Istambul e o nosso Presidente Cavaco Silva

Claro que o assunto Turquia ainda está longe de se ter esgotado e, volta e meia, lá volto eu ao assunto. Seja porque alguma coisa me faz lembrar aquelas terras ou, muito simplesmente, porque dou mais uma voltinha pelas muiiiitas fotos bonitas que não me canso de rever.
Desta vez, foi o Ricardo Pereira que me fez recordar algo que me chocou, quando, ao visitar a Aya Sofya, ou antes, ao terminar a visita à mesquita, me deparei com um erro crasso, que me custou muito a engolir.
Ora bem, não sei se, quem me segue no blog já há uns mesitos, sabe que, por alturas da minha ida à Turquia, em Abril, também o nosso Presidente Cavaco Silva e a sua comitiva, se deslocaram àquele país, tendo passado por Istambul, já não me lembro se antes, se depois de mim e do meu grupo.
Até aqui tudo bem. Um de nós preparou a chegada do outro, certamente...
Ora, desta vez, não resisti a repetir a visita a certos locais da cidade, até porque todos sabemos que, por muitas vezes que voltemos aos sítios, descobrimos sempre coisas novas que nos escaparam antes. E foi o que aconteceu.
No final da visita na mesquita Aya Sofya, no corredor que dá acesso ao portão imperial, havia uma grande exposição que continha, entre outros, alguns painéis com o que chamam "Memories of Hagia Sophia". E qual não foi o meu espanto, quando vi o nosso Presidente e Maria Cavaco Silva, no meio de tantos outros chefes de Estado presentes naquele lugar em quaisquer outros momentos. Só que o espanto deu lugar ao choque, quando li a legenda e me apercebi do erro: "Anibal Cavaco Silva - Minister of Portugal 2009", enquanto que os outros, conforme o caso, eram "President of...".
Procurei encontrar alguém para pôr os pontos nos iii, mas os funcionários mal falavam inglês e tudo ficou por ali mesmo.
E aqui ficam as provas para quem quiser ver. Talvez alguém com influência passe por aqui e arranje maneira de corrigir o erro ou conheça alguém que o possa fazer.



quarta-feira, outubro 14, 2009

De volta da Turquia

Para quem me conhece, deve estar bem admirado(a) pela ausência de notícias minhas sobre a ida à Turquia e/ou algumas fotos ilustrando o que por lá se passou.
É realmente de estranhar, mas o trabalho tem sido tanto, para recuperar os dias em que não estive na escola, que, confesso, não me tenho sentido na disposição certa para escrever sobre algo que me deu tanto prazer.

Esta ida à Turquia foi, em tudo, diferente da que aconteceu em Abril, embora tenha começado onde a outra terminou: Istanbul.
Já antes referi que este é um dos meus países preferidos, por isso, o regresso àquelas terras aconteceu com a mesma euforia como se fosse a primeira vez.
Istanbul foi o meu sonho durante muito tempo e ainda há muito para visitar, por isso, cá estou eu para comprovar que "não há duas sem três". Ora com duas já foram, fico à espera de lá voltar para a "três".
Porém, verdade seja dita, a sensação foi diferente, talvez porque houvesse muito mais turistas por toda a cidade e por todo o lado. Nem a chuva os demovia de visitarem a AyaSofya ou a Cisterna ou a Galata Tower, ou... tudo, tudo, o que de maravilhoso há para se visitar naquela cidade.

O ponto alto foi o Palácio de Topkapi, onde passámos horas e horas a pasmar com a riqueza e beleza dos objectos e roupas deixados pelos sultões, não esquecendo os maravilhosos azulejos, de Iznik, que fazem parte da colecção do palácio, bem como as inúmeras portas em madrepérola. Acho que só vendo mesmo, porque nem as fotos nem os livros lhes fazem justiça.

Mas o nosso objectivo não era passear nem fazer turismo, pois estavamos ali por causa do Projecto Comenius, sobre o qual já falei antes, noutro poste, e foi uma alegria o nosso encontro com os colegas dos outros países, a maioria dos quais já conheciamos. Rever Inger, da Dinamarca, ao fim de 6 anos (quando terminámos outro projecto) e que eu conheço desde há 9 anos, foi uma certa emoção. A amizade que nos une e que une vários dos elementos do grupo, é uma das coisas boas destes projectos europeus que servem, não só para que os nossos alunos desenvolvam os seus conhecimentos de línguas estrangeiras e o seu conhecimento sobre a Europa, mas também para o estreitar dos laços entre gentes de países de todos os quadrantes deste continente. E se este grupo de professores e amigos é, de facto, fora de série, tanto no trabalho como na partilha de conhecimentos, vivências, costumes!...

Não vou esgotar uma semana em terras turcas num só poste. Logo, logo vou voltar a escrever, pois há muito mais para contar. E quanto a fotos, claro, só terão de ir ao outro blog. Mas não corram já...


quinta-feira, outubro 01, 2009

Este um um mini-poste



Este um um mini-poste para dizer "até logo...".
Durante uma semana estarei longe, mas depois terei muitas coisas para mostrar, seja de trabalho, seja do que por lá fotografar.
Fiquem bem e, como alguém que nós tão bem relembramos dizia, "façam favor de ser felizes".
Turquia, aí vou eu!

domingo, junho 28, 2009

Dârüzziyafe, Istanbul

De vez em quando, relembro a Turquia, as suas diversidades e apetece-me colocar aqui mais alguma coisita para partilhar. Sabem aquele sentimento que nos faz "sentir" que, se deitarmos cá para fora, nos sentimos mais leves? Pois é, mesmo quando algo de bom me acontece, eu tenho de deitar cá para fora. E a Turquia foi algo que me marcou muito e pela positiva.

[Mesquita Süleymanie, Dârüzziyafe]
(in, net)

Por isso, cá vai mais um pouco de um lugar que visitei em Istanbul e que adorei (embora quase me tenha perdido do grupo. Pensava eu, porque afinal, eles continuavam dentro do edifício e eu, sempre com as fotografias às voltas, pensava que já tinham saído e se tinham esquecido de mim. Sentei-me num muro à espera que alguém sentisse a minha falta. Qual não foi o meu espanto ao ver todo o grupo a sair, na maior...).
Dârüzziyafe foi um antigo Museu de Arte, que anteriormente já fora usado como "Imaret" e fazia parte do Complexo da Mesquita Süleymanie / Süleymanie Camii, que não visitámos, por se encontrar em restauro.

No entanto, o local que visitámos nessa tarde e onde voltámos à noite, para o grande jantar de entrega de certificados e de despedida (alguns do grupo não regressaram a Thessaloniki), é um espaço lindíssimo, calmo e com muito requinte.
Se antigamente era uma cozinha onde os pobres da cidade eram alimentados, bem como as pessoas da mesquita e as suas famílias, agora é um restaurante muito elegante. De tarde fomos tomar um chá/Çay e à noite voltámos.
Deixo algumas fotos que tirei, além das fotos da árvore do séc.XVI, que já coloquei no blog My Eyes.

[Representação portuguesa]

[Esplanada]

[Árvore do séc.XVI]



[Esplanada à noite]

[Nosso jantar]

(Foto de Mariana Popescu)
[Entrega dos certificados]

Para mais fotos, ver em My Eyes

quarta-feira, maio 13, 2009

Curioso...

Sempre achei que os burros, por muito bonitos que sejam, têm um ar que transmite uma certa tristeza. Agora, imaginem um burro sem as suas orelhitas espetadas... Há aqui alguma coisa estranha. O que terá acontecido? Nasceu assim? Algum acto bárbaro de cortar orelhas aos burros? Nunca tinha visto. Curioso...

[Kunurlar]

Este é o momento de deixarmos Istanbul. E tal como acontece com tantas coisas na Turquia, também este é um momento em que há algo que chama a atenção: Fahir atira água, à medida que o autocarro se afasta, para desejar que a nossa viagem seja boa, como o deslizar da água, na procura do seu caminho. O mesmo já tinha acontecido em Kunurlar, quando o pai de Fahir atirou água, enquanto a mãe escondia as lágrimas. Curioso...


Quem diz que os turcos não bebem álcool? Sei que esta vista é do nosso hotel, mas então o que dizer da bebida tradicional Yeni Raki? Eu gostei imenso e até trouxe comigo. Quanto à cerveja, bebemos em todo o lado, à excepção do nosso último jantar em Istanbul, porque estávamos num antigo mosteiro e não serviam bebidas alcoólicas.

sábado, maio 09, 2009

As cores e os cheiros da Turquia

Nesta minha saída por terras gregas e turcas, várias foram as coisas que me agradaram. Umas mais que outras e confesso que, talvez por ter visto mais a pormenor, a Turquia ficou-me mais marcada e espero, de facto, poder lá voltar. Ainda ficou tanto para ver...
Em Istanbul, bem como em Bursa, foram as cores e os cheiros que me atraíram, bem como as diferenças culturais que são notórias.
Por isso, e como estou a ver que ainda vou demorar um pouco mais a colocar as fotos no Panoramio, deixo aqui algumas para que fiquem, desde já, com "água na boca".

[Istanbul]


[Istanbul, Grand Bazzar]

[Istanbul, Grand Bazzar]

[Istanbul, Grand Bazzar]

[Istanbul, Mercado Egípcio]

[Istanbul, Mercado Egípcio]

[Istanbul, Mercado Egípcio]

[Istanbul, Mercado Egípcio]

[Istanbul, Mercado Egípcio]

É engraçado que, pensando que estávamos no mercado das especiarias, se poderia imaginar uma confusão de cheiros enjoativos, mas não. Era uma mistura suave, agradável e que, logicamente, nos transportava para cenários bem diferentes àqueles a que, normalmente, estamos habituados. Quase dava para imaginar uma enorme tenda de algum grande "chefe" turco, rodeado dos seus amigos, todos eles a fumarem os cachimbos de água e alguns fumos saindo de lamparinas estrategicamente colocadas para darem um ambiente asiático... (acho que ando a ver muitos filmes...)

[Istanbul, Mercado Egípcio]

[Bursa]

[Para rezar na Mesquita]

[Bursa, Mercado das Sedas]

terça-feira, abril 28, 2009

Turquia: Kunurlar e Istanbul

Continuo a arranjar as minhas duas mil e ... fotos, que tirei nas duas semanas em que estive fora e, por mais que falem e digam, o que é certo é que tenho viajado tudo de novo e, claro, já sinto saudades do que vi, aprendi e até do que comi.
Realmente eu tiro muitas fotos, mas é com muito prazer que o faço e sinto-me ainda melhor quando vejo e revejo TODAS de novo.Gosto de ver a imagem, a cor, o que fotografei; relembro o que me fez parar e porque foquei algum objecto que parecia insignificante ou porque teimo em fotografar árvores, que parecem todas iguais e céus com nuvens que nada parecem ter de diferente. Diz-se que cada maluco tem a sua mania e esta é a minha.
Mas, se tirei tantas fotografias, desta vez mais do que nas outras, foi, principalmente, para poder mostrar tudo ao Rafael que, nesta vez, ficou em casa. Entretanto, já muitas foram apagadas.
A Turquia, principalmente Konurlar e Istanbul, tocaram-me bastante, talvez por serem o oposto. A primeira, por ser uma pequenina aldeia com poucos habitantes, onde as coisas continuam simples, as pessoas são afáveis para com quem as visita e as crianças conservam uma ingenuidade, que só se pode encontrar em lugares como aquele. Não havia hotel de luxo nem mordomias, mas os donos da casa trataram-nos muito bem e pudemo-nos sentir perfeitamente à vontade. Por incrível que pareça, durante uma tarde, em que o tempo quase chuvoso não permitiu que saíssemos pelos campos, em buscas de vestígios históricos, ficámos, num alpendre, a jogar ao burro, como se fossemos um grupo de crianças. Riamos cada vez que alguém perdia e arranjávamos novas razões para continuarmos com a boa disposição. Ao fim da tarde, foi altura do Vinho do Porto que levei e, acreditem ou não, foi lá tão longe que aprendi a expressão "um Porto ao pôr-do-sol".
Istanbul teve outros encantos. Como já disse antes, era um dos meus sonhos e, na realidade, as minhas expectativas não sairam logradas. Só precisava de mais tempo. Mas afinal, eu não estava ali a passeio! Terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois, como o nosso orientador, Fokko Dijkstra, dizia, teríamos de deixar algo para ver, para termos razões para voltar a Istanbul.