Como nunca é demais chamar a atenção para certas coisas que se passam no nosso país, aqui fica uma
notícia do JN, que me deixou apalermada, depois de ler o poste da Teresa no
Os Meus Óculos do Mundo. Como é que é possível que, em pleno século XXI se façam barbaridades destas, estando os livros, na sua grande parte, com preço quase proibitivo. Havendo tanta gente que gostaria, muitas das vezes, de adquirir alguma das obras dos aurores que estão na lista dos livros a destruir, não seria mais lógico facilitar a sua aquisição a um preço mais metódico, ou, como salienta a Teresa, oferecê-los a certas instituições?!?
Estamos a destruir Livros?
"Esta semana, até parece que estou numa qualquer cruzada contra o nosso Ministério da Cultura, mas não é verdade. O que acontece é
que acabo de tropeçar em mais uma notícia daquelas que nos faz questionar: "Onde está o Ministério da Cultura, quando precisamos dele?" Segundo descobri no Sebenta do Nando, há várias Editoras a destruir livros, dando como razão o facto de já não terem saída comercial. O método já não é a fogueira, agora é a guilhotina, sem dúvida um método mais discreto e ecológico. Mas... há no meio dos livros destruídos obras de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Eduardo Lourenço, Vasco Graça Moura, Maria Teresa Horta e tantos outros autores importantes da Língua Portuguesa! Será que também já não têm valor comercial? E, mesmo que assim seja, não há outros fins mais dignos? Estamos sempre a ser solicitados para campanhas de doação de livros para escolas em países lusófonos, por exemplo. Não seria possível doar esses livros e, com o patrocínio da nossa transportadora aérea nacional, fazê-los chegar onde são necessários? Então e o Ministério da Cultura e o Instituto Camões, não achariam uma boa ideia enviar estes livros para bibliotecas regionais ou para os leitorados, que se esforçam por difundir a Língua de Camões e de Pessoa por esse mundo fora? O próprio Ministério da Educação, assim como o Instituto das Comunidades, não conseguiriam imaginar um destino mais apropriado para estes milhares de livros, nestes tempos em que tanto se fala do Plano de Leitura?
Não sei, isto de destruir livros faz-me impressão. Se calhar o defeito é meu."