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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Fernando Pessoa

quinta-feira, maio 26, 2011

Vive !!!!!!!!!!!!!


Recebi um email da amiga Hermínia com estas imagens lindas e resolvi fazer um poste.
Há dias tão complicados e em que regresso a casa tão cansada e farta de tudo, que ler um email destes, ainda que com frases mil vezes já pensadas, faz sorrir e achar que... "afinal talvez possa ser diferente..."































quinta-feira, setembro 17, 2009

Mulheres Possíveis


Sempre soube que não era perfeita e, à medida que o tempo passa, cada vez mais confirmo aquilo que sentia: não sou perfeita (também nunca o pretendi ser), nunca pus nada à frente da minha família e o meu bem-estar físico e, principalmente psíquico, é muito mais importante do que um punhado de euros dentro da carteira.
Quando encontrei este texto, identifiquei-me com muitas das linhas escritas e achei bom partilhar com todas as mulheres que, tal como eu, acham bom não ser perfeitas, mas felizes. Ou pelo menos, fazendo por isso.

" Mulheres Possíveis
(Texto de Martha Medeiros - Jornalista e escritora - na Revista do Jornal O Globo)


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço escova toda semana - e as unhas!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem..

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sábado, setembro 12, 2009

Mais uma fase

Não sei se chore, se ria, se bata palmas... ou se me sente, calmamente, a "digerir" o momento em que mais uma fase das nossas vidas é ultrapassada, enquanto que outra tem o seu início.
A minha filha, HOJE, numa cerimónia no Teatro-Cinema, com direito a espectáculo de dança e tudo, recebeu o Diploma referente ao 12º ano. Olhei para ela, enquanto se dirigia aos professores e relembrei outros momentos semelhantes, que já tinha considerado fases ultrapassadas: a entrada na pré, a saída do João de Deus para entrar na E.B. 2,3, de onde só saiu depois do 9º ano, e o ingresso no Ensino Secundário, com o final hoje.
E é HOJE que a pintaínha mais velha sai debaixo das asas da mãe (e do bico do pai, claro), para voar mais longe e eis que vai encetar voos mais altos, cada vez mais longe...
Sairam as colocações no Ensino Superior e... ela lá vai.
É uma lágrimita que cai, porque a filhota está a crescer; é uma lagrimita que cai, porque ela vai seguir a sua vida; é uma lagrimita que cai, porque, tal como ela (e eu, confesso) queria, vai para a cidade que me viu crescer; é uma lagrimita que cai porque ESTAMOS FELIZES.
As memórias surgem em catadupas e dá para ouvir a vozita dela a repetir "SOZINHA!" quando teimava em descer os degraus para voltar a subi-los sem qualquer ajuda. E, de certo modo, ainda é assim, mesmo que, eventualmente, possa "...cair no chão, no joelho fazer um dói-dói ou no nariz um arranhão...".
Mas nós estaremos sempre aqui para limpar a ferida e colocar um penso.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Eu escolhi, mas...


"Escolhe o trabalho que gostas e não terás de trabalhar um único dia da tua vida!"


Confúncio
(Pensador chinês)

quinta-feira, setembro 10, 2009

Só um lembrete do Quintana ...


Só um lembrete do Quintana ...

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

Mário Quintana

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Pensamentos



Há pessoas que nos falam
e nem as escutamos;
há pessoas que os ferem
e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente,
aparecem em nossa vida
e nos marcam para sempre.

Cecília Meireles

domingo, fevereiro 08, 2009

Eu te amo... Não diz tudo.

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

"Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"

terça-feira, dezembro 09, 2008

AS COISAS BOAS DA VIDA

1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio (pode ser electrónico.....)
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
13. Uma chamada de longa distância.
14. Um banho de espuma.
15...Rir baixinho.
16. Uma boa conversa.
17. A praia.
18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
19. Rir-se de si mesmo.
20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
22. Rir por nenhuma razão especial.
23. Alguém que te diz que és o máximo.
24. Rir de uma anedota que vem à memória.
25. Amigos.
26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
30. Brincar com um cachorrinho.
31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
32. Belos sonhos.
33. Chocolate quente.
34. Fazer-se à estrada com os amigos.
35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
38. Ir a um bom concerto.
39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
40. Ganhar um jogo renhido.
41. Fazer bolachas de chocolate.
42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
43. Passar tempo com amigos íntimos.
44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
45. Andar de mão dada com quem gostamos.
46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas
(boas ou más) nunca mudam.

47. Patinar sem cair.
48. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
49. Ver o nascer do sol.
50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
(in, email)

Talvez eu mudasse a prioridade de alguma das coisas. Talvez, NÃO! Eu mudaria mesmo, mas há aqui coisas deliciosas para se fazer na vida. Pena que não haja grandes possibilidades para o fazer ou a vida não nos permitir que o façamos.

terça-feira, novembro 25, 2008

Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre a Mulher

Uma em cada três mulheres é alvo de violência na sua vida

"Em média, uma mulher em cada três sofre de violência na sua vida, desde espancamentos a relações sexuais impostas ou outras formas de maus-tratos, segundo um relatório do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, divulgado em Outubro. Hoje é Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e realizam-se várias manifestações e colóquios em todo o mundo." (in, PÚBLICO, 25.11.2006)




"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade."

Pablo Neruda

E poder-se-ia acrescentar o que foi escrito num dos comentários...

"...morre lentamente o homem que, tresloucado e repugnante, agride uma mulher."
Gilbamar

sexta-feira, novembro 21, 2008

Canetas


Adoro canetas de tinta permanente!

Desde sempre, quando entrei na escola primária, escrevi com a caneta de tinta permanente que já fora da minha mãe e, até hoje, é a minha marca pessoal na escrita. Gosto do traço esguio, do deslizar da ponta do aparo enquanto a tinta escorre para o papel e gosto de apreciar o resultado final de um texto escrito à mão.

A caneta da minha mãe (a pequenina que aparece à direita) já deve ter mais de 60 anos, tendo em conta os que já passaram desde que está nas minhas mãos e imaginando desde quando ela pertencia à sua primeira dona.
Uma daquelas coisas que eu não esqueci do meu tempo de escola, foi uma vez em que, voltando das aulas, quando, depois de já ter andado dois terços do caminho e pouco faltar para chegar a casa, notei que não tinha a caneta. Bom, voltei para trás e corri tanto, mas tanto, que , apesar de sentir as lágrimas a correr pela cara, cheguei num instante à escola (que por milagre ainda tinha gente) e foi com um alívio enorme que vi a caneta na minha carteira, naquela ranhura que havia para colocarmos as canetas e os lápis.
Infelizmente, e para grande tristeza minha, a caneta já não funciona e nem tem arranjo. Por isso a guardo com todo o carinho. Não só porque gosto de canetas, mas, principalmente, porque é uma recordação muito importante da minha mãe.

Mas o que despoletou todo este texto foi que, ao passar as folhas da revista Única, do Expresso, dei de caras com esta peça de uma edição limitada de Dunhil Sidecar, com o nome de Victorian Fountain, inspirada nos finais dos anos 50.
Não sei se dará para ver e apreciar, mas o aparo trabalhado é uma maravilha e a simplicidade do corpo da caneta, torna-a, na minha opinião, numa peça lindíssima.
Tenho, na minha pequeníssima colecção, algumas canetas bonitas, outras que, coitadas, não têm gracinha nenhuma, mas, de vez em quando, gosto de abrir as gavetas e escolher uma, colocar-lhe dentro um recarga (até nisso os tempos tiraram a graça que é carregar uma caneta, mergulhando-a num tinteiro Pelikan...) e levá-la para a escola, para escrever os sumários no livro de ponto. Por vezes, há algum aluno mais observador, que exclama logo "A professora hoje traz uma caneta nova!", e, quase sempre, numa das aulas seguintes, aparece mais uma caneta de tinta permanente, comprada na papelaria da escola...

terça-feira, novembro 18, 2008

Pensamentos


"Há momentos difíceis na vida.
Grandes ou pequenas, as dificuldades

Podem ser decisivas.

Somente a firme determinação

De enfrentar as adversidades

Leva o indivíduo a vencê-las verdadeiramente.

Nessas horas cruciais,

Jamais hesite o mínimo.
"

Daisaku Ikeda

quarta-feira, novembro 12, 2008

Já faz 8 anos...


Hoje é um dia especialmente triste. Por isso só coloco esta foto que tirei num passeio que fiz às Aldeias de Xisto, perto da Lousã. Tenho a certeza que a minha mãe teria adorado fazer esse passeio...