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quarta-feira, novembro 24, 2010

Fiz greve!

“Cortes salariais. PS e PSD admitem exceções nas empresas públicas”

Cortes de salários na Função Pública podem não ser para todos. A proposta do PS que prevê a possibilidade de exceção dos trabalhadores das empresas públicas foi aprovada com os votos do PS e abstenção do PSD (in ionline)

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“ TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS.”, George Orwell

A política ( e quem a serve) mete nojo!!

Por que não me admiro com o que está a acontecer?

Não é por nada, mas… I told you so!*

Admirar-me-ia se assim não fosse.

 

*private joke

Afinal não sou a única a sentir nojo da política. No Profblog o assunto já tinha sido mencionado:

“Enojam-me estes políticos. Aprovado regime de excepção aos cortes salariais”

domingo, outubro 03, 2010

Deputado pede jantar na cantina

Por isso a política me mete nojo.
Por isso os políticos são a mesma "porcaria" de sempre.
Por isso eu espero nunca perder um amigo por causa de assuntos de política, até porque não lhe (à política) ligo o suficiente para que tal possa acontecer.
No entanto, não posso deixar de, mais uma vez, realçar o que tantas vezes já tem sido dito, principalmente por aqueles que são mais directamente atingidos: quem se lixa é sempre o mexilhão.
E desta vez não é diferente!
O pacote que foi anunciado durante a semana, manda apertar o cinto aos mesmos de sempre, e, claro, que há os mesmos de sempre que ficam fora dos sacrifícios dos cidadãos deste país.
E depois há os que, como esse senhor deputado do PS, ainda goza com o resto do pessoal.

"Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer", afirmou Ricardo Gonçalves ao CM, repetindo o que tinha dito na última Ricardo Gonçalvesreunião do grupo parlamentar do PS, perante as medidas de austeridade do Governo.

O deputado socialista, que aufere cerca de 3700 euros mensais, reagiu assim ao corte de 5% que será aplicado de forma progressiva na Função Pública a quem recebe mais de 1500 euros. "Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá", referiu Ricardo Gonçalves para argumentar a sugestão que fez de a Assembleia da República abrir a cantina à hora do jantar.

Ricardo Gonçalves admite que lançou um repto irónico aos colegas de bancada, mas afirma que o assunto é sério, e que a classe política também é muito atingida pelas medidas de austeridade. "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira", reafirma o socialista Ricardo Gonçalves.

O deputado ousou até discutir o assunto com José Sócrates. "Até foi uma discussão muito forte. Disse--lhe que as medidas já deviam ter sido aplicadas há mais tempo e que ele tem de explicar muito bem aos portugueses porque é que as contas de 2010 ainda não estão certas". referiu Ricardo Gonçalves. (Ver aqui)

E tal como os meus alunos costumam fazer, termino como comecei:
Por isso (e muito mais) a política me mete nojo.

sábado, setembro 11, 2010

Após 9 anos…

9 anos passados, não fazem com que alguma coisa seja esquecida.Picture5

Continua tudo bem presente na nossa memória, embora, de vez em quando, apareça uma “ave rara” a fazer ou dizer disparates, como é o caso daquele Pastor, que, pelos vistos, já teve os seus 15 minutos de fama, ainda que erradamente, na minha opinião.

É com grande dificuldade e horror, que ainda vejo passar as imagens na televisão e consigo recordar, com uma nitidez fora do comum, o momento em que almoçava e olhava, aterrorizada, para o que estava a ser transmitido.

Não há religião, política ou seja o que for, que justifique o que aconteceu…

E muito menos se justifica, que barbaridades continuem a acontecer depois desse 9/11.

A vida é um Bem tão curto que nós temos e continuamos a desperdiça-la  da pior maneira.

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Steve McCurry, September 11, 2001

quinta-feira, julho 08, 2010

Ao que nós chegámos...


Ao que nós chegámos...
"Antigamente", os filhos eram fruto do amor e da relação entre duas pessoas.
Agora, o dinheiro tudo paga e eis que as crianças SURGEM no mundo, sem sentir o que é amor da mãe e do pai.
Primeiro foi o Ricky Martin e os seus gémeos. Agora, o "menino bonito" ou "menino maravilha", Cristiano Ronaldo, APARECE com um filho, tal como se tivesse comprado mais um Ferrari. E a criança será muito amada pela família que tomará conta dele, porque o dinheiro tudo compra para se dar ao benjamim, e, entretanto, entre jogos e campeonatos, o papá "babado" aparecerá para lhe pegar ao colo.
Serei retrógrada? Se calhar... mas, felizmente, que os meus filhos nasceram porque nós os quisemos e muito amamos.

terça-feira, março 30, 2010

Até sendo cão é preciso ter sorte

O fim de semana esteve lindo e o passeio pelas ruas de Lisboa estava combinado há que tempos.
Adoro!
Andar pelas ruas que, embora bem conhecidas, estão cheias de gente que não conheço, vestida da mais variada forma, agindo livremente, sem o preconceito de haver alguém conhecido a ver...
O sol esteve radioso, atravessámos o Tejo de barco e, sempre de câmara em punho, lá fomos subindo e descendo a colina alfacinha.
A sensação é óptima, mas nem tudo o que se encontra é bonito.

Já é suficientemente mau passarmos nas ruas e encontrarmos pessoas a pedir, numa certa degradação pessoal, pedindo esmola. Mas o que vi arrasou-me e revoltou-me, fazendo-me querer sair dali o mais depressa possível, sem olhar para trás uma segunda vez e, sem dúvida alguma, sem pensar em deixar qualquer moeda.




Quanto terá este cão apanhado para estar ali, parado, como uma estátua, enquanto pessoas e animais passavam à sua frente? (ou poderá ser por respeito, como alguém me disse? Ná!!!)

quarta-feira, janeiro 27, 2010

65 anos depois


Faz 65 anos que Auschwitz foi "aberto" pelos aliados e muita gente conseguiu sobreviver ao terror imposto pelo nazismo.

Ao contrário da maioria das pessoas, incluindo o meu marido, eu não consigo sequer imaginar-me dentro daquele lugar. Sei o que aquelas paredes significam, o que se passou naquele espaço, o sofrimento de todas aquelas pessoas, adultos e crianças e a minha reação imediata é de uma aflição interior que não consigo controlar. Sinto uma claustrofobia tão intensa que chega a doer dentro do peito.

O Holocausto existiu, é uma realidade (embora haja quem, de forma incompreensível, o negue) e é uma prova de como é possível a ausência total de humanidade e de falta de respeito pela vida humana.

A minha homenagem a todos os que sofreram os horrores daqueles anos e a todos os que não sobreviveram.

terça-feira, maio 26, 2009

Será que muita gente sabe disto?


Nas minhas andanças pelos blogs vizinhos, vou descobrindo coisas que me deixam de boca aberta.
Falamos nós das escolas, mas o mal está enraizado em todos os organismos e por todo o lado vamos encontrando mentes corruptas, sempre com o intuito de enganar o parceiro.
Leiam isto que encontrei no Sem Rede e que ilustra bem o que acabei de escrever:

Critérios sem critério nas provas de aferição

" Tal como centenas de outros professores, fui seleccionado para corrigir provas de aferição do 2º ciclo. O GAVE, o organismo que é responsável por exames e provas de aferição, coloca as orientações de correcção num documento público intitulado "critérios de classificação" (http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=7&fileName=PA_LP_Criterios_de_Classificacao_2__Cicl.pdf).

Para além desse documento, são realizadas reuniões com os correctores nas várias unidades de aferição.

Como corrector, seria, supostamente, responsável pela classificação de um certo número de testes. Ora não é nada disso que acontece, pelos seguintes motivos:

  1. De acordo com a metodologia do GAVE, os correctores limitam-se a registar códigos que descrevem a tarefa ou resposta do aluno como totalmente certa, parcialmente certa ou errada.
  2. Os critérios de classificação publicados sofrem alterações de última hora, durante as reuniões nas unidades de aferição.
  3. O professor corrector regista os códigos numa folha de cálculo que não inclui nenhuma rotina que lhe permita saber o resultado final do teste.
  4. Essa parte é deixada para um núcleo de especialistas que a partir dos dados das grelhas de correcção decide a classificação de cada teste nas categorias A, B, C, D e E.

Esta metodologia merece-me os seguintes reparos:

  1. Os critérios publicados pelo GAVE não o são verdadeiramente, pois não explicitam as condições que permitem decidir a classificação de um dado teste.
  2. Ninguém fica a saber o peso de cada item dentro de cada domínio: leitura, escrita e conhecimento explícito da língua.
  3. Igualmente, ninguém sabe o peso que tem cada um dos grupos de questões na definição da classificação final (A, B, C, D, E).
  4. De acordo com o que sei de folhas de cálculo, parece-me que não há qualquer dificuldade técnica em disponibilizar numa folha ou num conjunto articulado de folhas de cálculo, a parte que permite chegar ao resultado final, quer sob a forma de médias ponderadas, quer sob a forma de condições.
  5. Ainda que a dificuldade técnica aconselhasse a não inclusão dessas rotinas na grelha de correcção, critérios e cotações deviam ser publicados para o grande público, já que as instruções para o professor corrector são-no.
  6. O facto de o não ser leva-me à conclusão de que esta reserva é intencional.
  7. Uma vez que não são publicados juntamente com o teste, o peso de cada questão e o peso de cada grupo no resultado final podem ser politicamente manipulados a posteriori, na busca de uma cotação que melhor sirva os interesses da tutela
  8. Quem faz um teste de aferição, interpreta o programa de língua portuguesa, onde o peso de cada domínio é explicitado. Escolhe questões ou tarefas para verificar o nível de compreensão da leitura, por exemplo. As questões não têm necessariamente o mesmo peso quer devido à informação que dão quer devido ao trabalho que exigem do estudante. Por isso, estabelecer a cotação de cada grupo de questões e a de cada questão é uma parte importante da elaboração do enunciado. É inaceitável que essa parte não venha a público ou seja deixada ao critério de outros especialistas.

Finalmente, a título de exemplo, acrescento que nos testes nacionais ingleses, que também são provas de aferição, para o Key Stage 2 (6º ano, 11 anos), ao lado de cada questão aparece a sua cotação mark), como informação relevante para o aluno. Estes testes têm normalmente 3 partes, e muito transparentemente, têm cotação total de 100. Veja por exemplo a parte da compreensão da leitura do teste de 2007, que vale 50 dos 100 pontos. Clique Aqui para o teste. Para o texto, clique neste sítio).

Se a argumentação para não dar essa informação tem a ver com tecnologia, tenho que concluir que é um óptimo exemplo de como ela serve para tornar as coisas mais obscuras e para manipular o trabalho de profissionais competentes. "

domingo, março 29, 2009

Espero o próximo choque

"Enterrem a vossa raiva, porque a vida é curta", li no jornal A Bola, referente ao jogo da semana passada, e o certo é que isto se aplica a toda a nossa vida. Mas, que às vezes é difícil, isso é!
Nunca me considerei uma pessoa de preconceitos, tenho uma mente aberta para tudo o que vai surgindo no dia-a-dia e consigo acompanhar o crescimento dos meus filhos, tentando não esquecer os tempos modernos em que vivemos (parece uma frase da série "Conta-me como foi..." ). Só que sou uma pessoa para quem o Sim é sim e o Não é não e custa-me aceitar que, agora, isso se resuma a "Nim" ou "São". Tudo é permitido, tudo parece ser certo e as consequências dos actos de quem pratica as acções parecem não interessar a ninguém.
Ultimamente, parece que o mundo anda todo doido e todos os dias aparecem notícias sobre as loucuras que as pessoas fazem e/ou pensam.
Já anteriormente referi a situação monstruosa de uma criança de nove anos estar grávida de gémeos e de como, quem a tentou proteger, ter estado no "perigo" de ser excomungado pelo Bispo, sem sequer se pôr em causa o violador da dita criança. Dias mais tarde, sabe-se que o Papa, em África, num dos países onde há mais casos de SIDA, rejeitou o preservativo como forma de prevenção a um dos maiores flagelos do nosso mundo. Como se, o facto de ser a entidade máxima da Igreja, lhe desse toda a razão. Claro que o povo não vive fechado em quatro paredes, como parece ser o caso de Sua Eminência, e logo as opiniões se fizeram ouvir.
E as aberrações continuam a surgir todos os dias...
Mas hoje, para mim foi a gota d'água: há mais um "pai" grávido, desta vez em Espanha. O primeiro caso já me custou um pouco a engolir, mas agora já começa a ser demasiado.
Em que direcção estamos a seguir? Quais serão os valores que vão restar daqui a alguns anos? Que vamos nós deixar aos nossos filhos e aos nossos netos? Que tudo é possível e que podemos pisar tudo e todos, sem regras, sem valores morais, sem nada?
Quando alguém faz a sua escolha de vida, mudando de sexo, tornando-se numa pessoa diferente do que era, deverá assumir essa mudança e viver em conformidade com a sua opção. É um direito que todos temos, seja sobre que assunto for, desde que essa liberdade de escolha não interfira na vida de terceiros. Só que, o que está a acontecer, interfere, e de forma muito séria e grave, na vida de alguém que está para aparecer no mundo, e que, no futuro, poderá vir a sofrer na pele, as consequências de quem não pensou nos seus actos.
Todos os dias ouvimos sobre actos violentos de gente que não aceita a diferença. Como será a vida de uma criança gerada pelo "pai", que afinal acaba por ser a mãe, mas que usa calças e barba na cara? Como irá (ão) essa(s) criança(s) reagir quando, na escola, lhes falarem tudo isto na cara?
Será que, no mundo em que vivemos, os pais destas crianças serão capazes de evitar que sofram da descriminação que parece tão certa?
Acreditem ou não, nem consegui jantar, depois de ouvir a notícia. Senti uma revolta tão grande por aquilo em que o mundo se está a tornar, que nem consegui engolir fosse o que fosse, por muito agradável que parecesse.
Qual será o próximo choque?

sexta-feira, março 27, 2009

A decepção... e a tristeza!


Quem não conhece a expressão "apanhar um balde de água fria"?
Pois não sei se será possível imaginar o que sinto, mas tenho a sensação de ter apanhado com um balde de água fria, cheio de grandes pedras de gelo...
Isto tem uma explicação, claro.
Eu tenho muitos sonhos e um deles (apenas um dos muitos relacionados com viagens) é visitar Istambul. Pois será possível acreditar que essa chance está à distância de uma mão e... eu não vou? Ou antes, não posso ir. E tudo por uma questão mau funcionamento dos serviços administrativos da Agência Nacional portuguesa ou dos serviços europeus relacionados com os cursos/projectos europeus.
É tal a decepção... e a tristeza, claro.

sábado, março 14, 2009

Em que mundo vivemos?

Não sei se diga que fiquei chocada, se, mais uma vez, abane a cabeça, por não acreditar no que ouvi no Telejornal da Sic. Creio que já não foi a primeira vez que falaram sobre o assunto.
Refiro-me ao caso da criança com nove anos, que, após ter sido violada pelo padrasto, ficou grávida de gémeos, acabando, muito logicamente (pelo menos na minha opinião), por abortar.
Mas, apesar da monstruosidade de toda a situação, ainda estava mais para acontecer: estava a ser ponderada, pela Igreja, a excomunhão da mãe da criança e da equipa médica.
Vá lá, entretanto os clérigos devem ter reconsiderado e afinal aquelas pessoas já não vão sofrer a dita pena eclesiástica...
Será possível que uma coisa destas aconteça?
Será possível que alguém, no seu perfeito juízo, pudesse pôr a hipótese de uma criança de nove anos vir a ter uma outra criança (e que neste caso seriam duas)?
Será possível que a Igreja seja tão... nem sei como dizer... ao ponto de sequer pôr a hipótese de "castigar" quem tentou ajudar aquela criança?
Só posso achar que a Igreja parou completamente no tempo e está perfeitamente obsoleta, tornando ridículos assuntos tão sérios, que se o não fossem, até daria para rir.
Em que mundo vivemos? Para onde caminhamos?