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domingo, dezembro 26, 2010

A CENA (REAL) QUE MARCOU O FILME


As coisas que conhecemos com o que os nossos amigos nos mandam por email.
Obrigada, Abílio. Partilho.


" ESTE FILME FOI RODADO HÁ MUITOS ANOS...
VÊ-SE JON VOIGHT, PAI DA ANGELINA JOLIE, DE CACHIMBO AINDA MUITO NOVO!

O filme Deliverance (Fim de Semana Alucinante) estava a ser rodado no interior dos Estados Unidos.


O director fez uma paragem num posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários actores contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava com sua mulher e filho.
Este último, autista, nunca saia do terreno da casa.


A equipa parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos actores que sendo músico andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.

Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o director captou a importância da cena e mandou filmar.

O resto pode-se ver no vídeo.

Atentem para alguns detalhes:

- O garoto é verdadeiramente um autista;

- Ele não estava nos planos do filme;

- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando;

- A felicidade da mãe captada numa janela da casa; e...

- A reacção autêntica de um autista quando o actor músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.

A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai deixando-se levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.

A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro.

O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.

Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de belezaeternizada "por acaso" no filme " Deliverance " (Ano: 1972)."

sábado, dezembro 20, 2008

Revivalismo

Acabei de ver na RTP, o Art Sullivan, aquele cantor belga que esteve cá nos anos 70, e que, com a mesma vozinha de então, ou seja, em playback (que ridículo), cantou a mesma música de então: "Petite Demoiselle".
Foi uma sensação gira, até porque recordei que ele esteve em Coimbra naquela altura, e eu o fui ver. Lembro agora que deve ter sido o meu primeiro concerto ao vivo e que fui mais uma daquelas jovenzinhas, que se encantavam com uma carinha laroca como a que ele tinha.
É engraçado como estamos numa época de revivalismo e, na tv, vamos recordando coisas que aconteceram há tanto tempo. O programa de Catarina Furtado, "A Minha Geração", acaba por transmitir a informação do que foram aqueles anos e, para quem ainda era pequeno ou não estava tão alertado para o que se passava então, acaba por ser uma hipótese para um início de pesquisa sobre o que nós ou os nossos pais viveram.
Querem um melhor exemplo do que a música dos ABBA que agora nos faz vibrar? Bom, "nos" a nós, quarentinhas ou cinquentinhas ou sessentinhas, que sentimos as cócegas na planta dos pés, com uma vontade enorme de saltar das cadeiras e dar uns pulitos em forma de Meryl Streep e das amigas.
É bem certo que naqueles tempos se faziam coisas incríveis e a prova é que elas continuam aí. E melhor de tudo, é que os nossos jovens gostam e reconhecem o valor das coisas dos cotas.