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domingo, novembro 20, 2011

Há mais uma estrela lá no alto...


Revelação

Curvo-me sobre mim e comovido,
Registo o pensamento no papel,
E as palavras revelam-me o sentido,
Do meu destino, doces como mel.


Tudo quanto aqui tenho vivido
Sonhos, alegrias, lágrimas de fel,
Não passa de um milagre repetido,
Sem que Quem o fez, se me revele.


Mas descubro estas pequenas maravilhas,
Versos de uma ternura branda e singular,
Como o sabor dos beijos das minhas filhas,
Ou da suave mansidão das ilhas,
Em noites, de muito amor e de luar.
E vejo então que és tu, Senhor, e brilhas!

Um poema de Raúl Cóias, desaparecido a 20/11/2011 (aqui)

Desapareceu uma pessoa de muito valor, com uma cultura inimaginável, amável, respeitador, talvez incompreendido por alguns, amado e respeitado por outros...
- Descansa, Colega Cóias.



sábado, novembro 12, 2011

O tempo passa...

Hoje já fazem 11...

Quem conheceu a Dona Celeste da retrosaria, sabia que ela era uma pessoa bem disposta, alegre, gostava de praia... e adorava os netos.
Também lá tinha as suas coisas, mas não temos todos nós?
Por vezes, quando alguma coisa boa acontece no meu dia a dia, lembro-me que gostaria de lhe telefonar para lhe contar as novidades.
E quando os meus filhos fazem alguma coisa bonita ou "grande", sinto uma certa tristeza por eles já cá não estarem para verem os netos e sentirem a alegria que eu tenho a certeza de que sentiriam...

É só mais um ano...


segunda-feira, dezembro 20, 2010

A Felicidade

 

“ A Felicidade é a estação intermédia entre a carência e o excesso.”

Quem viu a Grande Reportagem da Sic, ontem, após o Telejornal, sobre uma família de portugueses na Noruega, sabe o que esta frase quer dizer.

Também é certo que não é preciso viver na Noruega para que essa frase faça sentido, mas, infelizmente, cada vez mais, este pensamento se afasta do pensamento das pessoas. Comprar mais e melhor do que o vizinho tem, parece ser o lema de muita gente.

Ver imagens sobre a Noruega, como sempre acontece quando as reportagens incidem sobre algum local onde já estive, fez-me “voltar” àquelas terras longínquas e de que eu tanto gostei. E lá vieram as recordações e lá voltaram as milhentas fotografias…

Mesmo para quem gosta de viajar, como eu gosto, há sempre os locais faDSC02821voritos e as terras norueguesas fazem parte da minha lista: os amigos, os fiordes, as paisagens, o sol da meia-noite, a aurora boreal, as casinhas típicas, pintadas de vermelho, a simplicidade da vida vivida por alguém que tem tudo o que precisa e que, nos fins-de-semana, ajuda o vizinho a melhorar a  cozinha ou a casa-de-banho, ou que, muito simplesmente, partilha a preparação da festa do casamento da filha do vizinho, no barracão comunitário (também construído por todos).

Imagine-se o que é fazer um churrasco na neve… vestidos com kispos bem quentes.

Imagine-se o que é uma colorida marinada onde estão mergulhadas postas de DSC02796salmão, que, só de olhar para elas, nos fazem crescer água na boca…

Imagine-se o que é andar na rua, às duas da manhã, com a luz do dia…

Só não gosto de imaginar o reverso da medalha: os dias em que não há a luz do dia. Gosto muito do Sol e esse, sim, seria um problema. Tal como a flor que tem o mesmo nome, também eu preciso de sol para me sentir viva e bem disposta.

 

Recordações felizes…

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Que saudades…

quarta-feira, junho 02, 2010

João, "até um dia..."


Por vezes há pessoas que passam nas nossas vidas e que se tornam importantes, não por estarmos sempre juntas, por nos telefonarmos a toda a hora ou rirmos a bandeiras despregadas pela piadas que contamos.
Por vezes há pessoas que nos cativam com o seu silêncio, com a sua maneira calma de estar na vida, pela palavra certa no momento certo...
Hoje desapareceu uma dessas pessoas, depois de muito sofrimento, que não merecia.
Para o João C. o meu "até um dia".

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"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
(Vinícius de Moraes)

terça-feira, outubro 27, 2009

Dia de inverno com meias brancas de lã fofa...

Eu adoro o sol, o calor e o bom tempo!
Mas devo dizer que tudo tem a sua época e, mesmo este calor que continua a sentir-se, está fora do tempo e faz-nos desejar uma chuvita para fazer jus à estação do ano em que nos encontramos.
Este vídeo ajuda a sentir aquele conforto de um dia de chuva, daqueles dias em que estamos por dentro dos vidros a ver caír as gotas com força lá fora, enquanto cá dentro, a lareira está acesa, temos calçadas umas meias brancas de lã bem fofinha e na mesa, além do livro que estamos a ler, há uma bandeja com uma chávena de chá fumegante, uns bolinhos acabados de fazer e um doce caseiro, daqueles que a minha amiga Fátima está sempre a fazer.

Agora, ao clicarem no vídeo, fechem os olhos e encostem-se, comodamente, no cadeirão.
Digam se dá, ou não dá, a sensação de estarmos a viver tudo o que falei anteriormente, num dia de pleno Inverno. Bom, pelo menos dos Invernos de antigamente!


(ligar o som alto)

quinta-feira, agosto 20, 2009

Santa Clara-a-Velha de Coimbra - Coro dos Antigos Orfeonistas


Graças ao Cavalo Selvagem, pude ver este vídeo e reviver, tanto a interpretação do Coro, como o espaço maravilhoso em que este momento aconteceu, o Convento de Santa Clara-a-Velha, muitíssimo bem recuperado e onde eu aconselho a visita.
Além da minha paixão por Coimbra, a cidade que me viu crescer, este meu poste é igualmente o meu tributo a um querido amigo, precocemente desaparecido já há uns anos, e que fez parte do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra: João Manuel Fróis Robalo.


quarta-feira, maio 06, 2009

Istanbul

Como me sinto cansada e com pouca vontade para escrever, hoje corro o risco de postar mais um vídeo que recebi num email.
A viagem a Istanbul ainda está "fresca", por isso cá ficam estas imagens muito bem "trabalhadas"...

terça-feira, abril 28, 2009

Turquia: Kunurlar e Istanbul

Continuo a arranjar as minhas duas mil e ... fotos, que tirei nas duas semanas em que estive fora e, por mais que falem e digam, o que é certo é que tenho viajado tudo de novo e, claro, já sinto saudades do que vi, aprendi e até do que comi.
Realmente eu tiro muitas fotos, mas é com muito prazer que o faço e sinto-me ainda melhor quando vejo e revejo TODAS de novo.Gosto de ver a imagem, a cor, o que fotografei; relembro o que me fez parar e porque foquei algum objecto que parecia insignificante ou porque teimo em fotografar árvores, que parecem todas iguais e céus com nuvens que nada parecem ter de diferente. Diz-se que cada maluco tem a sua mania e esta é a minha.
Mas, se tirei tantas fotografias, desta vez mais do que nas outras, foi, principalmente, para poder mostrar tudo ao Rafael que, nesta vez, ficou em casa. Entretanto, já muitas foram apagadas.
A Turquia, principalmente Konurlar e Istanbul, tocaram-me bastante, talvez por serem o oposto. A primeira, por ser uma pequenina aldeia com poucos habitantes, onde as coisas continuam simples, as pessoas são afáveis para com quem as visita e as crianças conservam uma ingenuidade, que só se pode encontrar em lugares como aquele. Não havia hotel de luxo nem mordomias, mas os donos da casa trataram-nos muito bem e pudemo-nos sentir perfeitamente à vontade. Por incrível que pareça, durante uma tarde, em que o tempo quase chuvoso não permitiu que saíssemos pelos campos, em buscas de vestígios históricos, ficámos, num alpendre, a jogar ao burro, como se fossemos um grupo de crianças. Riamos cada vez que alguém perdia e arranjávamos novas razões para continuarmos com a boa disposição. Ao fim da tarde, foi altura do Vinho do Porto que levei e, acreditem ou não, foi lá tão longe que aprendi a expressão "um Porto ao pôr-do-sol".
Istanbul teve outros encantos. Como já disse antes, era um dos meus sonhos e, na realidade, as minhas expectativas não sairam logradas. Só precisava de mais tempo. Mas afinal, eu não estava ali a passeio! Terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois, como o nosso orientador, Fokko Dijkstra, dizia, teríamos de deixar algo para ver, para termos razões para voltar a Istanbul.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Paris será sempre Paris...!

(TIVE DE RETIRAR ESTE SLIDESHOW, PORQUE NÃO ESTAVA A FUNCIONAR CORRECTAMENTE. TENTAREI VOLTAR A COLOCAR ESTE OU OUTRAS IMAGENS DE PARIS.)

Tenho muita pena por não conseguir colocar a música neste slideshow, mas se "conseguirem ouvir" Charles Aznavour cantando "La Bohème", então fica perfeito. Eu gosto muito!!

quinta-feira, novembro 06, 2008

Coimbra

Nunca Coimbra esteve tão próxima como agora, estando eu tão longe.


AMAR EM COIMBRA

Noutros tempos se diz que alguém contou

Que em Coimbra de amores se perdeu,

E de novo se perdeu quando voltou

E esses amores longínquos reviveu.

Noutros tempos se diz que alguém sonhou…

Que uma tricana linda o rio desceu…

E que ao revê-la outra vez a amou,

E que esse amor o fogo reacendeu.

De novo se encontraram, enfeitiçados

Olhos nos olhos, dedos enlaçados

Numa suave dança que a paixão inflama


E inunda os corações de felicidade…

Morre-se de amores em qualquer cidade!

Mas em Coimbra só vive quem muito ama!


Rui Felício

02-11-2008