9 anos passados, não fazem com que alguma coisa seja esquecida.
Continua tudo bem presente na nossa memória, embora, de vez em quando, apareça uma “ave rara” a fazer ou dizer disparates, como é o caso daquele Pastor, que, pelos vistos, já teve os seus 15 minutos de fama, ainda que erradamente, na minha opinião.
É com grande dificuldade e horror, que ainda vejo passar as imagens na televisão e consigo recordar, com uma nitidez fora do comum, o momento em que almoçava e olhava, aterrorizada, para o que estava a ser transmitido.
Não há religião, política ou seja o que for, que justifique o que aconteceu…
E muito menos se justifica, que barbaridades continuem a acontecer depois desse 9/11.
A vida é um Bem tão curto que nós temos e continuamos a desperdiça-la da pior maneira.
Por vezes há pessoas que passam nas nossas vidas e que se tornam importantes, não por estarmos sempre juntas, por nos telefonarmos a toda a hora ou rirmos a bandeiras despregadas pela piadas que contamos.
Por vezes há pessoas que nos cativam com o seu silêncio, com a sua maneira calma de estar na vida, pela palavra certa no momento certo...
Hoje desapareceu uma dessas pessoas, depois de muito sofrimento, que não merecia.
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
Não sei se chore, se ria, se bata palmas... ou se me sente, calmamente, a "digerir" o momento em que mais uma fase das nossas vidas é ultrapassada, enquanto que outra tem o seu início.
A minha filha, HOJE, numa cerimónia no Teatro-Cinema, com direito a espectáculo de dança e tudo, recebeu o Diploma referente ao 12º ano. Olhei para ela, enquanto se dirigia aos professores e relembrei outros momentos semelhantes, que já tinha considerado fases ultrapassadas: a entrada na pré, a saída do João de Deus para entrar na E.B. 2,3, de onde só saiu depois do 9º ano, e o ingresso no Ensino Secundário, com o final hoje. E é HOJE que a pintaínha mais velha sai debaixo das asas da mãe (e do bico do pai, claro), para voar mais longe e eis que vai encetar voos mais altos, cada vez mais longe... Sairam as colocações no Ensino Superior e... ela lá vai. É uma lágrimita que cai, porque a filhota está a crescer; é uma lagrimita que cai, porque ela vai seguir a sua vida; é uma lagrimita que cai, porque, tal como ela (e eu, confesso) queria, vai para a cidade que me viu crescer; é uma lagrimita que cai porque ESTAMOS FELIZES. As memórias surgem em catadupas e dá para ouvir a vozita dela a repetir "SOZINHA!" quando teimava em descer os degraus para voltar a subi-los sem qualquer ajuda. E, de certo modo, ainda é assim, mesmo que, eventualmente, possa "...cair no chão, no joelho fazer um dói-dói ou no nariz um arranhão...". Mas nós estaremos sempre aqui para limpar a ferida e colocar um penso.
"We cross our bridges when we come to them and burn them behind us, with nothing to show for our progress except a memory of the smell of smoke, and a presumption that once our eyes watered."
Tom Stoppard, Rosencrantz and Guildenstern are Dead
Falar da minha música e dos meus momentos, é, de facto, muito difícil, porque a minha música está muito dependente dos momentos vividos nesta ou naquela época. Não sou uma pessoa que, com a maior das facilidades, é capaz de responder "gosto deste ...tipo de música!" ou daquele, simplesmente porque, vendo bem, eu gosto de um bocadinho de cada tipo de música...Dependendo do momento e da disposição. Quem me conhece, sabe que eu sou completamente "vidrada" em dançar, por isso, qualquer música me põe o pé a bater ou o corpo a mexer. Ou seja, tão depressa estou a ouvir Leonard Cohen, como danço à volta da mesa da cozinha ao som dos Vaya Con Dios ou do Mamma Mia. Se quiser falar em coerência musical, Elton John tem-me acompanhado durante toda a minha vida, ou, pelo menos, desde que comecei, na adolescência, a ouvir música com mais atenção. O meu primeiro LP, (sim, porque eu sou do tempo do vinil) comprado com "muito suor", foi "Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy", de Elton John, dos anos 70. Claro que ainda o guardo religiosamente e, quantas vezes ainda o oiço, com a aparelhagem bem alta... (claro que não está mais ninguém em casa!). Outro momento marcante na minha vida e que, de certo modo, também ficou ligado à música, foi a gravidez do meu filho. Durante as viagens de carro, além de música clássica, ouviamos Nat King Cole e, talvez por essa associação, é um dos cantores preferidos. Mas há tantos que posso mencionar: Rod Stewart, principalmente nesta sua última fase de Swing e que, mentalmente, me leva a dançar nas núvens; Norah Jones and Diana Krall, que me acompanham quando trabalho; Andrea Boceli e Enya, na parte calma do dia em que faço alguma coisa que me dá prazer; Fado de Coimbra, em momentos de nostalgia e em que quero relembrar os meus tempos de estudante; Leonard Cohen, quando tudo me parece menos claro e não estou na disposição de esquecer tão depressa; Mamma Mia, se a vida me está leve, ligeira, saltitante... Só há um tipo de música que, de todo, não consigo ouvir: Hard Metal ou qualquer tipo de música que, para mim, não é mais que gritos, berros e coisas no género. Porém (e corro o risco de dizer uma grande asneira ao fazer esta associação), adoro a interpretação "Nothing Else Matters" dos Metallica, principalmente quando acompanhados pela San Francisco Symphony Orchestra From the S&M (já experimentaram ver o vídeo? Um espectáculo!). E depois há interpretações soltas que me fazem vibrar e que nunca passam de moda, pelo menos no meu MP3 ou no próprio computador, e que me acompanham sempre. Sim, porque a música sempre esteve, está e estará presente na minha vida, dos momentos mais alegres aos mais tristes que eu possa viver. E para completar, aqui vos deixo um belo momento de música, na minha modesta opinião, claro.
Incrível como é possível transmitir-se algo que preocupa tanta gente, ou que não preocupa nada a muita outra gente, de forma diferente e tão inteligente. Pode ser que consiga mudar a postura de alguém...
Não sei se diga que fiquei chocada, se, mais uma vez, abane a cabeça, por não acreditar no que ouvi no Telejornal da Sic. Creio que já não foi a primeira vez que falaram sobre o assunto. Refiro-me ao caso da criança com nove anos, que, após ter sido violada pelo padrasto, ficou grávida de gémeos, acabando, muito logicamente (pelo menos na minha opinião), por abortar. Mas, apesar da monstruosidade de toda a situação, ainda estava mais para acontecer: estava a ser ponderada, pela Igreja, a excomunhão da mãe da criança e da equipa médica. Vá lá, entretanto os clérigos devem ter reconsiderado e afinal aquelas pessoas já não vão sofrer a dita pena eclesiástica... Será possível que uma coisa destas aconteça? Será possível que alguém, no seu perfeito juízo, pudesse pôr a hipótese de uma criança de nove anos vir a ter uma outra criança (e que neste caso seriam duas)? Será possível que a Igreja seja tão... nem sei como dizer... ao ponto de sequer pôr a hipótese de "castigar" quem tentou ajudar aquela criança? Só posso achar que a Igreja parou completamente no tempo e está perfeitamente obsoleta, tornando ridículos assuntos tão sérios, que se o não fossem, até daria para rir. Em que mundo vivemos? Para onde caminhamos?
Hoje estou bastante cansada, mas não queria deixar de aparecer. Já passaram alguns dias desde o último poste e quero deixar aqui uma flor do ramo, que me ofereceram ontem os meus amigos da Europa, que estiveram cá. Foi muito bom rever a Pia, da Dinamarca, com quem já trabalhei num Projecto Europeu Comenius, há quase 8 anos. Estamos na mesma e a amizade nunca desapareceu. Agora ficou ainda mais forte, embora isso nem fosse necessário. Como estava já era de bom tamanho, como se costuma dizer. Bom, mas talvez seja melhor explicar mais um bocadinho. Embora seja professora de Língua Portuguesa, falar outras línguas e conhecer gente de outros países sempre foi algo que gostei muito. Por isso, procuro estar sempre envolvida em projectos europeus com escolas de outros países. E foi mais um encontro desses que aconteceu durante esta semana, na minha escola, para preparação de mais um projecto. Pude rever alguns amigos e conheci gente de nacionalidades diferentes. Foi muito bom, ainda que trabalhoso. Mas , como quem corre por gosto não cansa...
Pessoa de palavras simples, com desejos simples, mas uma grande vontade de viver. Um pouco saudosista, talvez...
Gostos? Adoro viajar e o meu hobby principal é fotografia. Ah! E um cálice de Vinho do Porto...
Somos mulheres maduras, mas recusamo-nos a ser velhas e a ver o mundo passar ao nosso lado. Continuamos a querer viver a vida, passear, conhecer coisas novas, aprender e ensinar, aproveitar os dias de primavera e de Outono! Nem que seja de bengalinha! (Rosa Martins & Teresa Diniz)
Isto é mesmo o que gosto fazer: viajar e fotografar!!!