domingo, setembro 30, 2012

Nem damos conta!




Deixamos os dias passarem demasiadamente depressa e sem darmos conta... Perdemos tanto do nosso tempo, com coisas que não interessam nada. E, de repente, chegamos ao fim da linha sem nos apercebermos ... e com tantas coisas ainda por fazer...

Vivamos, intensamente, um dia de cada vez!!

Descansa em PAZ, Filipe!


terça-feira, agosto 21, 2012

Daqui a 10 anos...


segunda-feira, junho 11, 2012

Metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão

11.06.2012 - 08:28 Por João d´Espiney

Investigadoras do ISPA inquiriram mais de oitocentos docentes de todo o país. A indisciplina e o desinteresse dos alunos, o excesso de carga lectiva e a extrema burocracia nas escolas são os principais motivos apontados.

Luís e Catarina são professores do ensino básico e sentem frequentemente que não conseguem estar à altura do que a profissão lhes exige. Ambos sofrem da chamada síndrome de burnout, um estado físico, emocional e psicológico associado ao stress e à ansiedade que, nos casos mais graves, pode mesmo levar à depressão. 

Os dois não estão sós. Segundo um novo estudo conduzido por duas investigadoras do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), metade dos professores portugueses sofre deste distúrbio, que se manifesta mesmo nos níveis mais elevados em 30% dos docentes. O estudo resultou de inquéritos a 807 professores de escolas públicas (a larga maioria) e privadas de Portugal continental e regiões autónomas. 

Luís (nome fictício) tem 40 anos, 18 dos quais a dar aulas de Língua Portuguesa e Oficina de Teatro a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e a leccionar em Cursos de Educação e Formação, destinados a alunos com mais de 15 anos e com um historial de insucesso escolar. Catarina (que também pediu para não ser identificada pelo nome verdadeiro) tem 48 anos e é professora desde 1984. Dá aulas de Língua Portuguesa, Estudo Acompanhado e Formação Cívica no 2.º ciclo, apoia dois alunos com necessidades educativas especiais e é há vários anos correctora de exames nacionais, além de ser directora de turma e coordenadora de ciclo.

"Um grande vazio"

"O sentimento de ansiedade torna-se gradualmente presente, assim como as suas consequências, nomeadamente o recurso prolongado a ansiolíticos", sintetiza Luís, garantindo que há "muitos professores" que recorrem a ajudas de "carácter psicológico e psiquiátrico, que incluem medicação forte". 

"Esta é uma realidade observável através dos comportamentos, da forma de andar e falar. As queixas habituais revelam o extremo cansaço e até mesmo um tom de desespero, justificados pelas situações crescentes de indisciplina e desinteresse dos alunos, o que gera um sentimento de impotência e inevitabilidade", explica o docente. 

Catarina concorda: "Muitas vezes, a sala de professores parece o muro das lamentações", conta. "A diversidade de tarefas é uma evidência" e "a carga horária é cada vez maior", diz esta professora, que exemplifica ainda com as "as reuniões constantes e intermináveis", "os alunos mais agitados e sem regras" e "os pais e encarregados de educação que "entram" na escola de forma muito negativa". "Inicialmente senti-me angustiada por verificar que a minha verdadeira função estava a ser posta em causa", descreve a professora, salientando que procurou sempre adaptar-se ao que lhe foi sendo pedido. Mas hoje sente "um grande vazio". 

De acordo com a investigação realizada por Ivone Patrão e Joana Santos Rita, são sobretudo os professores do sexo feminino, mais velhos e com vínculo profissional que apresentam níveis de burnout superiores. O primeiro aspecto apontado pelos docentes como causa para o distúrbio prende-se com a dificuldade de gestão dos problemas de indisciplina na sala de aula, com a percepção da desmotivação para o estudo por parte dos alunos e pela pressão para o sucesso. O segundo factor relaciona-se com a insatisfação com a carga lectiva que lhes é atribuída, por todas as responsabilidades não-educacionais e pela falta de trabalho em equipa e de suporte das chefias, além da pressão de supervisores no que toca à avaliação de desempenho. 

Luís não tem mesmo dúvidas em afirmar que o actual sistema de avaliação de desempenho, que considera "desonesto e injusto", contribuiu decisivamente para o estado em que se encontra e que o leva a questionar cada vez mais o interesse que sente pelo ensino.

domingo, junho 10, 2012

21ª Feira Medieval em Coimbra, 2012


Estamos na maré das Feiras Medievais...
Há menos de um mês, em Avis, encontrei alguns dos participantes que vejo nestas fotos.
Talvez por estarem num espaço mais limitado (em Avis, os participantes espalham-se pela parte antiga da vila, dentro das muralhas), parece haver uma maior e melhor perceção do que seria o movimento duma feira medieval daqueles tempos... Além da presença da Sé Velha, claro!!!  (Ver mais aqui: facebook)


terça-feira, abril 24, 2012

Ziper no Google

Gideon Sundback, inventor do zíper (fecho de correr ou éclair) é recordado hoje com um Google doodle, no dia em que se assinala o nascimento deste engenheiro sueco naturalizado norte-americano. 

A invenção do zíper de Sundback permanece atual, apesar de ter sido patenteada há quase um século. (aqui)

quarta-feira, abril 11, 2012

E continuam a dar erros


Num país de doutores, cada vez mais se encontram erros de palmatória, como se dizia quando eu andava na escola.
Não sei se será pela minha profissão, mas o que é certo é que parece que os meus olhos só caem em cima do que está errado.
Não se irritam quando veem erros ortográficos em situações completamente aberrantes, como é o caso dos rodapés das televisões, nas montras das lojas, ou em outros lugares onde, à partida, deveria haver sempre alguém capaz de escrever corretamente, ou, pelo menos, capaz de corrigir o que o outro escreve mal?
O que eu acho é que as coisas não vão melhorar, porque, cada vez mais, os nossos jovens saem das escolas sem saber ler ou escrever corretamente. E vão para as faculdades! E acabam cursos! 


E continuam a dar erros...

domingo, abril 08, 2012

Páscoa Feliz


Páscoa Feliz para todos os meus amigos que costumam visitar este meu espaço

quarta-feira, março 21, 2012

Dia de...



Até os Dias são egoístas...
Com tantos dias que um ANO tem, o de hoje açambarca logo uma data de comemorações:


* Dia Internacional contra a Discriminação Racial
* Dia Internacional da Síndrome de Down ou Trissomia 21
* Dia Mundial da Poesia
* Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore

segunda-feira, março 19, 2012

Ao meuPai

Embora não saiba a quem pertence este texto, acho que diz tudo o que eu poderia algum dia escrever sobre essa pessoa que tão importante foi na minha vida, mudando-a completamente para que hoje eu seja o que sou.
Se coloco a foto em que ele está com a minha mãe é porque sei que ele só viveu, realmente, enquanto ele foi viva e sempre se sentia bem apenas quando estavam os dois.


Ser pai é acima de tudo, não esperar recompensas.
Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão.
É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.


Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar.
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois.
Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. 
É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar. 


Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. 
É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos. 


Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosear e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda, jamais transferindo aos filhos o que a alma lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.


Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. 
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. 
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.


Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição.
É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber. 


Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projecção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação. 


Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exactamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.


É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.

Para alguém muito importante

Para todos os Pais do Mundo..
.
For all the Fathers of the world...

Pour tous les Pères du Monde...

Für alle Väter der Welt...



sexta-feira, março 09, 2012

Some books...


"Some books are to be tasted, others to be swallowed, and some few to be chewed and digested that is, some books are to be read only in parts, others to be read, but not curiously, and some few to be read wholly, and with diligence and attention." - Francis Bacon

quinta-feira, março 08, 2012

Dia Internacional da Mulher

Há um ano coloquei aqui este texto, terminando com uma nota de que seria de autor desconhecido. Mais tarde, a própria autora fez um comentário, deixando o contacto, bem como outra pessoa que confirmou a informação que eu já tinha recebido.
O seu a seu dono, e aqui volto a postar o mesmo poema que acho muito bonito.

Meu nome é MULHER!

Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!

Autora: Fátima Aparecida Santos de Souza (Pérola Neggra)
Palestrante, Poetisa e Policial Militar
(11) 8697-7739
@perolaneggra
fatimaperolaneggra@hotmail.com
perolaneggra@globo.com

quarta-feira, março 07, 2012

Ah, pois!!!!

terça-feira, março 06, 2012

CIRQUE DU SOLEIL - ALEGRIA

Tanto o vídeo como a música são lindos.
Vale a pena ver...e ouvir.

quinta-feira, março 01, 2012

À vontade do freguês

Estou de acordo com Ricardo Montes e acho que tudo isto é uma pouca vergonha. Andam a brincar com os professores, andam a brincar com os alunos, andam a brincar com todos os que, de qualquer modo, estão envolvidos com todo este processo doAcordo Ortográfico. Será que não são capazes de se entender e de fazer um trabalho limpo e digno?
Não quero, com isto, dizer que estou de acordo com o AO, mas antes de mais, sou uma profissional do Ensino e cabe a mim, como tal, preparar os meus alunos para aquilo que, segundo o que foi, sobejamente, divulgado, passará/passaria a ser "regra" após um período de habituação.
Dizem agora que cada um faz como quer?!?

Já há uns anos aconteceu algo semelhante com as TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário), que, por um ano letivo, reinaram nos assuntos relativos ao ensino da Língua Portuguesa.Desapareceram logo a seguir.

Entretanto foi o MEU dinheiro que serviu para que fossem feitos os novos manuais, foi o MEU dinheiro que pagou a formação de professores e editores e será o Meu dinheiro que servirá para as novas "brincadeiras" que algum iluminado tratará de arranjar para incomodar o povo.



(2ª parte)

Entretanto, o Secretário de Estado já veio desmentir  o que tinha dito, afirmando que foi mal entendido, blá blá, bá... As coisas do costumes.
Vamos ver se haverá seguimento!

domingo, fevereiro 26, 2012

Um degrau de cada vez...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Charles Dickens


Mais uma vez, o Google mostra o seu gosto refinado para fazer o logo sobre o 200º aniversário de Charles Dickens, o escritor que contribuiu, em grande parte, para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.


domingo, janeiro 29, 2012

AVE MARIA with André Rieu





segunda-feira, janeiro 16, 2012

Time is Nothing // Around The World Time Lapse

Para quem gosta de viajar e de fotografar o que se passa à sua volta, este vídeo só pode ser um sonho...

Ter um bilhete só de ida, sem limite de tempo ou de espaço (e já agora sem grande limite de dinheiro...), com uma boa máquina fotográfica e uma vontade imensa de ver tudo, de conhecer tudo, de fotografar tudo. 

Conhecer lugares novos, gentes novas e diferentes, absorver novos costumes e hábitos, compreender o porquê das coisas de cada país, de cada região, deliciar-me com as múltiplas belezas do nosso planeta...

Time is Nothing // Around The World Time Lapse from Kien Lam on Vimeo.

17 Countries. 343 Days. 6237 Photographs. One incredible journey. After I quit my job last year, I packed a bag, grabbed my camera and bought a one way ticket to London. 17 countries later, I put together this time lapse video of the many amazing places...

sexta-feira, janeiro 13, 2012

É bem verdade!!



"... cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou..."

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Frio!!!!!!!

Está tanto frio!!!
Ou... EU tenho tanto frio!!!!
Só estou bem perto da lareira ou em cima de um aquecedor.
Será que a idade me está a tirar o calor dos ossos? Nunca senti tanto frio!!!

terça-feira, janeiro 10, 2012

Amigo Secreto 2012

E eis que hoje chegou o meu presente do "Amigo Secreto"  e, este ano, saiu-me a Paula Pacheco, de Curitiba, uma nova amiga do Brasil.

Não conheço o Brasil, mas já tenho algumas coisinhas enviadas pelas minhas amigas secretas,que me vão ajudando a conhecer algumas das características daquele país.

O meu agradecimento para a Paula e para a sua amabilidade no envio destas lembranças.
Um beijinho









terça-feira, janeiro 03, 2012

As coisas importantes na vida


LINDO!!!
Feliz Ano Novo!!

domingo, janeiro 01, 2012

1 janeiro 2012...

Muito importante:

sábado, dezembro 31, 2011

Feliz Ano Novo...

FELIZ ANO NOVO

para TODOS os meus amigos


Clique aqui para mais Glitters Gifs Animados

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Fernando Pessoa

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Feliz Natal!!

segunda-feira, dezembro 19, 2011

" O meu Natal!" - Jorge Monteiro


Como não sei pôr as palavras em forma de poema, para expressar o que me vai cá dentro, por vezes encontro esses feelings nas palavras dos outros e gosto de colocar aqui.
Parece tão fácil, mas, acreditem, não é.

"Já não ponho o meu sapato à chaminé,
já não tenho um pai natal em que acredite,
foi-se o tempo de brincar às escondidas com os pais,
e ouvir cantigas de embalar...e eu sonhava!
Já não tenho o meu Jesus que me visite
pois o tempo não permite regressar ao que eu amava!

O meu pai natal ficou nas nuvens,
num castelo de saudade,em pequenito
trazia brinquedos e sorrisos
num saco que eu julgava infinito!

O tempo nos transforma e envelhece,
ainda ontem eram outras as pessoas,
esse dia vinte e quatro me enternece
faz lembrar essas coisas muito boas,
que a gente mesmo em velhos nunca esquece!..."


Jorge Fernando Ferreira Monteiro

terça-feira, dezembro 13, 2011

Acerca da desmotivação dos alunos #2

Como já aconteceu uma vez, volto a colocar aqui o comentário da amiga Emília, do blog Começar de Novo, porque acho que deve ser divulgado, devido à importância do assunto: a educação dos nosso alunos e tudo o que se relaciona com a sua vida escolar e familiar.

" E eu também assino! Quando eu era criança as escolas não tinham aquecimento, não havia merenda e havia muita fome em casa de muitos. Os mais pobres nem um pãozinho levavam para lanchar e não havia quem lhes desse um. O que se diz de muitas crianças de hoje? Que tem " mimo a mais " Pois é isso que penso dos alunos de agora. Os pais dão-lhes prémios se se comportarem bem, se tirarem boas notas; não tem que premiar, tem que exigir, pois é essa a obrigação deles. Dão-lhes telemóvel ainda no 1º ciclo, carro aos 18; dão-lhes tudo menos princípios, obrigações, disciplina Na aldeia onde nasci, assim como em muitas outras, havia muita miséria, mas sairam de lá muitos licenciados que tinham como única motivação a educação dada em casa, a vida de sacrifíco que os pais tinham, a vontade de terem condições melhores no futuro. Eu com 10 anos saí de casa e tive de ficar hospedada em casa de uma senhora, porque, embora o Liceu não fosse longe( meia hora de carro) não havia transportes e os pais não tinham carro para irem buscar os filhos todos os dias no fim das aulas. Nas universidades viam-se os carros dos professores e agora veem-se carrões dos alunos. É tudo isto, todo este conforto, toda esta falta de exigência da parte dos pais que tira a motivação aos alunos. Quando falam na minha frente que esta é uma geração à rasca eu fico indignada e digo: A nossa sim era à rasca, mas soube desenrascar-se. Agora não há emprego, a crise é grande; Tudo isso é verdade, mas como foi na nossa geração? Eu casei, mas tive que viver com os meus pais apesar de ter o curso de secretariado e estar a trabalhar numa grande empresa; não havia dinheiro e muito menos emprestimos ou subsídios ; não tinha outro jeito senão morar com eles até conseguir dinheiro meu. Em Outubro de 76 tive que ir para o Brasil e naquela época muita gente se foi e porquê? Porque depois da revolução muitas empresas tiveram que fechar, porque os trabalhadores interpretaram mal o significado de liberdade e tomaram conta das empresas. E antes de mim, como foi a geração dos meus pais? Muito pior ainda.Isto não era estar à rasca? Tem comparação com oos dias de hoje? É por isso que eu sempre digo que as crises tem o seu lado bom e esta não vai fugir à regra. Portanto, Romicas o problema continua a ser o facilitismo e a falta de educação em casa.
Os pais tem que começar a entender que o papel principal na formação dos filhos é deles e se continuarem a tratá-los como coitadinhos, eles serão mesmo uns completos enrascados. Um beijinho, amiga e desculpe o testamento, mas este assunto dos nossos jovens choca-me e às vezes tenho até pena deles, porque, apesar da fartura, não tem o principal: Pais de verdade que os saibam preparar para uma verdadeira cidadania."

Emília

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Acerca da desmotivação dos alunos

" De uma vez por todas se caia na realidade e se deixe de pedir aos professores aquilo que não lhes compete. Estratégias para isto, estratégias para aquilo; lidar com a indisciplina, lidar com a desmotivação. Aos professores não se deve pedir que arranjem estratégias para resolver esses problemas, pois isso é admitir que eles são situações normais, correntes e com tendência a perpetuar-se. Simplesmente não se pode admitir que eles existam como norma.

A escola pública oferece um ensino gratuito (gratuito!, à exceção da aquisição do material escolar), onde os alunos podem usufruir de refeições a um preço pouco mais do que simbólico, em regra com bons e ótimos equipamentos e professores. Os alunos mais carenciados têm comparticipação parcial ou total na aquisição dos seus materiais, nas
refeições e nos transportes. De um modo geral os programas são adequados às faixas etárias e ao tipo de sociedade que é o nosso. Estas condições por si só não são mais do que satisfatórias para que os alunos e as suas famílias se sintam naturalmente motivados? De que raio de motivação extra precisam os alunos?

Em África, na Ásia e na América Latina há centenas de milhões de crianças e jovens que frequentam escolas (os que têm essa sorte) em condições miseráveis. E aí muitos deles estão bem mais motivados do que os nossos. Serão os seus professores melhores do que nós? Possuirão eles as tais estratégias mágicas que nós, tecnologicamente apetrechados, não conseguimos vislumbrar?

É mais do que evidente que a motivação é uma treta quando colocada nas mãos dos professores, mas uma realidade quando olhamos para os sítios onde reside a sua génese: na sociedade em geral, nas famílias, em quem nos governa e na legislação obtusa que se produz. Por isso, os professores não têm que motivar quando não há motivos de origem
pedagógica para o tipo de desmotivação com que deparam.

A mesma reflexão deve ser feita em relação à indisciplina, que também não é um problema que o professor tenha que resolver. A indisciplina é uma questão que, simplesmente e em circunstâncias normais, não deveria existir! Em circunstâncias normais, para resolver problemas pontuais de indisciplina o professor deveria precisar apenas de uma palavra:
"Rua!"

Se houver comportamentos desadequados nas salas de espera e nos gabinetes médicos dos hospitais serão os médicos a resolvê-las? Se a mesma coisa acontecer numa repartição de finanças são os funcionários que vão resolver? Num restaurante, num meio de transporte, numa sala de espetáculos...?

Ora, o professor não tem que motivar nem disciplinar, tem apenas que ensinar, que é aquilo que se lhe pede cada vez menos. Nessas matérias peçam-se, pois, responsabilidades a quem realmente as tem, senão daqui a 50 anos quem cá estiver estará ainda a falar do mesmo."

António Galrinho


Eu assino por baixo e ainda poderia acrescentar umas tantas coisinhas sobre quem deveria ter a responsabilidade do bom funcionamento das escolas, já que têm os poderes todos para as gerir. Façam valer esse poder nos moldes mais corretos e de forma a darem condições aos professores para fazerem aquilo que lhes compete: ENSINAR.


segunda-feira, novembro 21, 2011

É a hora!

Descansa em Paz, Cóias!

É a hora do meu grito rouco ao vento.
É a hora da minha alma desprendida.
É a hora de me expor ao julgamento.
É a hora de meu adeus a esta vida!


É a hora de dizer toda a verdade.
É a hora de a dizer a toda a gente.
É a hora da minha eternidade.
É a hora de dizer: - Senhor - Presente!


Uma outra vida em luz silente,
Se abre para mim, à minha frente,
Eterna e infinita, num abraço;


Como se a luz do Paraíso docemente
Me iluminasse por dentro de repente
E eu despertasse para a Vida noutro espaço!


                                                                      Raul Cóias Dias

domingo, novembro 20, 2011

Há mais uma estrela lá no alto...


Revelação

Curvo-me sobre mim e comovido,
Registo o pensamento no papel,
E as palavras revelam-me o sentido,
Do meu destino, doces como mel.


Tudo quanto aqui tenho vivido
Sonhos, alegrias, lágrimas de fel,
Não passa de um milagre repetido,
Sem que Quem o fez, se me revele.


Mas descubro estas pequenas maravilhas,
Versos de uma ternura branda e singular,
Como o sabor dos beijos das minhas filhas,
Ou da suave mansidão das ilhas,
Em noites, de muito amor e de luar.
E vejo então que és tu, Senhor, e brilhas!

Um poema de Raúl Cóias, desaparecido a 20/11/2011 (aqui)

Desapareceu uma pessoa de muito valor, com uma cultura inimaginável, amável, respeitador, talvez incompreendido por alguns, amado e respeitado por outros...
- Descansa, Colega Cóias.



sexta-feira, novembro 18, 2011

Amigo Secreto 2011


Já vou participar pelo terceiro ano.
É engraçado conhecer gente de outros países, de uma forma simples e muito agradável. E as amizades ficam e as mensagens também.
Por curioso que pareça, as trocas que fiz, foram sempre com amigas brasileiras e coloquei aqui e aqui . Não tenho nada contra as amigas do meu país, mas gosto de conhecer pessoas de outros países, com vivências, gostos e atividades diferentes.
Para quem possa estar interessado, aqui ficam as regras e as informações:

Olá pessoal!

Trago hoje um passatempo incrível que desde 2009 venho organizando, o "Amigo Secreto na Blogosfera".
Gostaria de convidar a todos blogueiros e blogueiras para participar dessa brincadeira entre amigos.
No ano passado nosso amigo secreto foi perfeito! Todos os participantes receberam seus presentes, conheceram pessoas novas, fizeram novas amizades e conheceram novos blogs.
Deixo bem claro e explícito que o blog EuMulher não se responsabiliza em hipótese nenhuma caso uma ou outra blogueira, desrespeitando o sentido fraterno da brincadeira, não remeta o presente de sua amiga secreta.  Portanto, peço que só participe do Amigo Secreto 2011 pessoas que se comprometam a cumprir a sua parte.

Esse ano continuam as mesmas regrinhas do ano passado, vejam:

  • REGRAS PARA PARTICIPAR DO AMIGO SECRETO 2011
  1. Enviar a prenda de Natal até no máximo dia 03 de dezembro de 2011.
  2. Ter blog há pelo menos 3 meses e o mesmo tem que estar ativo no mínimo 1 veze por semana.
  3. O presente que você irá enviar precisar custar no mínimo  25 reais para  as participantes do Brasil e 15  euros para as participantes do exterior.
  4. Fazer o post no seu blog mostrando o presente com fotos e citar o que ganhou e de quem ganhou.
  5. Fica proibido enviar alimento como parte da prenda. Assim evitaremos desperdício de alimento se o mesmo não chegar a tempo no seu destino final.
  • SUGESTÕES PARA O ENVIO DOS PRESENTES
  1. Livros de culinária em geral, respeitando o valor mínimo da prenda.
  2. Utensílios para  cozinha
  3. Algo que você queira presentear sua amiga secreta, mas sempre com bom senso. Pelo amor de Deus não enviem um pacote de bolacha como prenda de Natal. Tenham bom gosto e pensem no que vocês ficariam felizes em ganhar.
  • PRAZO PARA INSCRIÇÃO
O prazo para deixar seus dados(nome, endereço completo conferido, url do blog), será até dia 25 de novembro de 2011.

Quem quiser participar com blogueiras de outros países me avise por e-mail. Quem não avisar significa que deseja participar apenas com blogueiras do seu país.
Os dados deverão ser enviados para  eumulheratual@gmail.com, bem como possíveis dúvidas.

Farei o sorteio dos amigos secretos e enviarei o nome e o blog sorteado para cada uma assim logo após o prazo da entrega dos dados.

Aguardo vocês!

Até mais."

sábado, novembro 12, 2011

O tempo passa...

Hoje já fazem 11...

Quem conheceu a Dona Celeste da retrosaria, sabia que ela era uma pessoa bem disposta, alegre, gostava de praia... e adorava os netos.
Também lá tinha as suas coisas, mas não temos todos nós?
Por vezes, quando alguma coisa boa acontece no meu dia a dia, lembro-me que gostaria de lhe telefonar para lhe contar as novidades.
E quando os meus filhos fazem alguma coisa bonita ou "grande", sinto uma certa tristeza por eles já cá não estarem para verem os netos e sentirem a alegria que eu tenho a certeza de que sentiriam...

É só mais um ano...


sexta-feira, novembro 04, 2011

3º Aniversário Encontro de Gerações 2011

Este ano também fui ao 3º Encontro de Gerações dos "meninos e das meninas" do Bairro Norton de Matos, em Coimbra, e foi muito bom!

Como é o terceiro, fica implícito que já tenha havido, anteriormente, os outros dois (grande conclusão!!), aos quais eu não fui. Só que desta vez lá consegui reunir-me àquele pessoal que me habituei a ver passar, já bem crescidinho, alguns dos quais me conheceram quando eu era apenas uma miúda.

Acho que já entrei na fase das recordações (será sinal de... ná!) e gosto de os ouvir falar de um ou de outro, do tempo em que também eram raparigas ou rapazes que faziam tropelias nas ruas do nosso bairro.
Já anteriormente falei de como me sinto integrada neste grupo (aqui), ainda que eu seja de uma das pontas do bairro e, tal como dizem o Alfredo Mourinhas e o Tó Ferrão, nem tenham sido decididos os limites para aquilo que é, realmente, considerado o Bairro.

Não foi apenas o almoço, que aconteceu numa quinta com um espaço calmo e inspirador, mas foram também todas as participações artísticas e os reencontros com pessoas que me fizeram recuar no tempo.

Foi muito bom!!!



[Fotos de alguns momentos]


[Breve História dos Gec,s]

[ Coimbra tem mais Encanto... no Encontro de Gerações 2011]

Os dois últimos vídeos mostram a emoção que sentia enquanto tentava segurar a máquina fotográfica... mas dá para ter uma ideia do que se passou neste encontro.

domingo, outubro 16, 2011

Os professores, por José Luís Peixoto

De vez em quando, há alguém que se lembra de escrever alguma coisa sobre os professores e foi com muita satisfação que li o que José Luís Peixoto escreveu sobre nós.
Recordando no que tinha em mente quando, desde muito jovem, pensava o que queria ser "quando fosse grande", e no que sou hoje, como professora, e por força das circunstâncias, e no que falam de mim, enquanto profissional, pergunto, o que mais querem de nós e qual será o dia em que nos vão olhar como alguém que está a preparar o futuro.
Confuso? 
É que é mesmo essa confusão que vai na cabeça de quem, diariamente, se confronta com...
... alunos que não têm QUALQUER respeito por quem têm à frente;
... pais que não fazem a mínima ideia do que é EDUCAÇÃO, seja a que nível for (sim, podemos falar de vários tipos de Educação...);
... colegas que só pensam na avaliação, nas centésimas que têm a mais ou a menos, no cochicho pelos cantos, nos...
... no sistema burocrático imposto nas escolas, que veio, em tudo, subverter a função do professor;
... diretores que, uns mais, outros menos, pouco querem saber do trabalho dos COLEGAS, e se preocupam apenas em exercer o poder que estupidamente, lhes foi concedido;
... uma ESCOLA que pouco ou nada tem para oferecer a quem continua  a ter o sonho de ensinar as crianças "a pescar", para que, no futuro, tenham uma mesa farta de conhecimentos e ferramentas para a vida que têm de enfrentar.


Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.


O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011 (aqui)