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quarta-feira, junho 17, 2009

17 Jun. - Dia Mundial de Luta Contra a Desertificação e a Seca


Mudança Climática




quinta-feira, junho 04, 2009

4 de Junho de 1989 - Massacre de Tianammen foi há 20 anos


20 anos já se passaram e há imagens que não se esquecem.
Esta é uma data que não se pode deixar passar em branco, principalmente agora, que os ânimos, um pouco por todo o lado, parecem começar a questionar o modo como se anda a tratar a democracia.

" Pormenor de um tanque a passar por cima de estudantes. Aconteceu no dia 4 de Junho de 1989. Comemora-se hoje o 20º aniversário. As autoridades chinesas bloquearam, desde o dia 1 de Junho, o acesso ao You Tube, Twitter, Hotmail, Messenger, Facebook, plataforma Blogger e plataforma Wordpress. Milhões de blogues continuam bloqueados. Milhões de páginas Web com a indicação "não é possível aceder". Passados 20 anos, o regime chinês ainda não revelou os nomes dos mortos. Não existe acordo sobre os números. A Cruz Vermelha Chinesa fala em 2600 mortos. Eram estudantes com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Fontes ligadas às organizações de estudantes que promoveram os protestos falam em 7 mil mortos. Curvo-me perante a memória dos estudantes mortos. Às famílias e amigos, gostaria de dizer apenas isto: um dia, a praça de Tianamen terá um obelisco com os nomes dos estudantes assassinados naquele fatídico dia. O sacrifício não foi em vão. O exemplo dos estudantes de Pequim ecoa nas mentes e nos corações de todos os amantes da democracia."

Para saber mais

terça-feira, maio 26, 2009

Será que muita gente sabe disto?


Nas minhas andanças pelos blogs vizinhos, vou descobrindo coisas que me deixam de boca aberta.
Falamos nós das escolas, mas o mal está enraizado em todos os organismos e por todo o lado vamos encontrando mentes corruptas, sempre com o intuito de enganar o parceiro.
Leiam isto que encontrei no Sem Rede e que ilustra bem o que acabei de escrever:

Critérios sem critério nas provas de aferição

" Tal como centenas de outros professores, fui seleccionado para corrigir provas de aferição do 2º ciclo. O GAVE, o organismo que é responsável por exames e provas de aferição, coloca as orientações de correcção num documento público intitulado "critérios de classificação" (http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=7&fileName=PA_LP_Criterios_de_Classificacao_2__Cicl.pdf).

Para além desse documento, são realizadas reuniões com os correctores nas várias unidades de aferição.

Como corrector, seria, supostamente, responsável pela classificação de um certo número de testes. Ora não é nada disso que acontece, pelos seguintes motivos:

  1. De acordo com a metodologia do GAVE, os correctores limitam-se a registar códigos que descrevem a tarefa ou resposta do aluno como totalmente certa, parcialmente certa ou errada.
  2. Os critérios de classificação publicados sofrem alterações de última hora, durante as reuniões nas unidades de aferição.
  3. O professor corrector regista os códigos numa folha de cálculo que não inclui nenhuma rotina que lhe permita saber o resultado final do teste.
  4. Essa parte é deixada para um núcleo de especialistas que a partir dos dados das grelhas de correcção decide a classificação de cada teste nas categorias A, B, C, D e E.

Esta metodologia merece-me os seguintes reparos:

  1. Os critérios publicados pelo GAVE não o são verdadeiramente, pois não explicitam as condições que permitem decidir a classificação de um dado teste.
  2. Ninguém fica a saber o peso de cada item dentro de cada domínio: leitura, escrita e conhecimento explícito da língua.
  3. Igualmente, ninguém sabe o peso que tem cada um dos grupos de questões na definição da classificação final (A, B, C, D, E).
  4. De acordo com o que sei de folhas de cálculo, parece-me que não há qualquer dificuldade técnica em disponibilizar numa folha ou num conjunto articulado de folhas de cálculo, a parte que permite chegar ao resultado final, quer sob a forma de médias ponderadas, quer sob a forma de condições.
  5. Ainda que a dificuldade técnica aconselhasse a não inclusão dessas rotinas na grelha de correcção, critérios e cotações deviam ser publicados para o grande público, já que as instruções para o professor corrector são-no.
  6. O facto de o não ser leva-me à conclusão de que esta reserva é intencional.
  7. Uma vez que não são publicados juntamente com o teste, o peso de cada questão e o peso de cada grupo no resultado final podem ser politicamente manipulados a posteriori, na busca de uma cotação que melhor sirva os interesses da tutela
  8. Quem faz um teste de aferição, interpreta o programa de língua portuguesa, onde o peso de cada domínio é explicitado. Escolhe questões ou tarefas para verificar o nível de compreensão da leitura, por exemplo. As questões não têm necessariamente o mesmo peso quer devido à informação que dão quer devido ao trabalho que exigem do estudante. Por isso, estabelecer a cotação de cada grupo de questões e a de cada questão é uma parte importante da elaboração do enunciado. É inaceitável que essa parte não venha a público ou seja deixada ao critério de outros especialistas.

Finalmente, a título de exemplo, acrescento que nos testes nacionais ingleses, que também são provas de aferição, para o Key Stage 2 (6º ano, 11 anos), ao lado de cada questão aparece a sua cotação mark), como informação relevante para o aluno. Estes testes têm normalmente 3 partes, e muito transparentemente, têm cotação total de 100. Veja por exemplo a parte da compreensão da leitura do teste de 2007, que vale 50 dos 100 pontos. Clique Aqui para o teste. Para o texto, clique neste sítio).

Se a argumentação para não dar essa informação tem a ver com tecnologia, tenho que concluir que é um óptimo exemplo de como ela serve para tornar as coisas mais obscuras e para manipular o trabalho de profissionais competentes. "

quarta-feira, maio 20, 2009

A verdadeira história da avaliação dos professores


"Como professora, tenho recebido montes de emails sobre a situação actual, o que, de certo modo, também já se torna um pouco saturante, até porque se chega a receber o email que nós próprios enviámos. No entanto, por vezes ainda aparece um ou outro que consegue surpreender ou, pelo menos, cativar a nossa atenção. É o caso deste texto que resolvi colocar aqui.

A verdadeira história da avaliação dos professores

A história que vos conto na primeira pessoa passou-se numa escola qualquer. No inicio de mais uma aula houve um grupo de 3 ou 4 alunos que se dirigiram a mim. Perguntaram-me porque é que andava tão triste e aborrecido. Não lhes pude mentir. Respondi que era por causa da avaliação dos professores, mas que não tinham com que se preocupar, que isso era problema de adultos.
Eles retorquiram que eles também eram avaliados e que não viam qual era o
problema em o professor ser avaliado.
Percebi que podia ali, naquele
momento, fazer com eles uma pequena brincadeira de criança.
Mandei sentar e pedi silêncio à turma toda, para fazermos um pequeno jogo que não levaria mais de cinco minutos da minha aula.
Disse à turma que na próxima avaliação da Páscoa, em vez de os avaliar pelo trabalho e aprendizagens desenvolvidas resolvi mudar para um novo modelo de avaliação. Eles perguntaram logo: então como vai ser? Peguei num pau de giz e escrevi no quadro:
Cinco-
Quatro-
Quatro-
Quatro-
Quatro-

Quatro-


- Para que é isso? Perguntaram eles. Então só há um cinco? E esses quatros são
para quem?
- Prestem atenção, disse eu.
Abri o livro de ponto na página das fotos dos 20
alunos da turma e fechando os olhos apontei com o dedo ao acaso. Abri os olhos e disse:
- João.

- Diga, disse ele surpreendido.

- Vem ao quadro e coloca o nome dos teus colegas que merecem estas notas na
Páscoa.
- Não, não vou, disse ele, o professor é que sabe, para isso estudou e tem experiência.
- Tens de vir, senão marco-te falta,- obviamente a brincar.

- Mas tem mesmo que ser? Voltou ele.

- Sim.

Levantou-se e aos poucos preencheu a lista com os nomes daqueles que ele entendeu. Perguntei eu de seguida à turma: estarão bem atribuídas as notas? A turma disse em coro um afinado Não. Perguntei de novo à turma: quem depois das escolhas do João continuava a ser amigo dele como era antes? Ninguém se manifestou, um silêncio de morte invadiu a sala. Para terminar perguntei ao João:
- Como te sentias contigo e com os teus
colegas, se este jogo fosse verdade? E eles contigo?
Respondeu:
- Tristes e aborrecidos.

Estava dada a primeira lição de vida da aula.
Espero que o João ou outro aluno nunca venham a experimentar este jogo na realidade. Para bem do bom relacionamento interpessoal nas suas futuras profissões, numa sociedade em que as relações humanas são desvalorizadas em detrimento das tecnologias obsoletas que nos metem à frente.
Para os adultos deixo as 3 principais razões pelas quais
me sinto triste e aborrecido com este modelo de avaliação:
1º *(e desculpem os meus futuros avaliadores)* Porque não reconheço
legitimidade nem competência em nenhum colega meu para qualificar ou quantificar o meu desempenho enquanto professor;
2º *(e para desagrado de alguns) *Porque não me sinto nem superior, nem
inferior em nada comparativamente aos meus colegas de profissão, independentemente da sua experiência ou situação profissional.
3º *(em sinal de desagrado com o acomodar de outros) *Porque no lugar de
avaliador, seria incapaz de distinguir os meus semelhantes sabendo que avaliaria uns em prejuízo de outros, pois quer queiram quer não, é do que se trata quando lidamos com um modelo por quotas. Aqui assumia as consequências pessoais da não avaliação ou classificaria a todos com nota máxima, porque só assim poderia voltar a deitar a cabeça na almofada à noite com a consciência tranquila. Note-se: As minhas aulas estarão abertas a observação, não 2, nem 3 vezes por ano, mas sim tantas, quantas vezes nelas eu estiver presente.

Assinado:
O professor que entregou os obje
ctivos individuais chantageado pela impossibilidade de acesso à carreira.
O professor que tem dezenas de dias de faltas por doença, umas por esse
motivo, outras porque para além de professor é um ser humano com vida para além da escola, sim porque há vida para além da escola, alguns é que a não têm.
O professor que se está pouco importando para aquilo que os outros pensam
mas que se levanta de manhã tão-somente pelos seus alunos.
O professor que no respeitante ao seu desempenho, continuará a ser o que
sempre foi. "
(in email)


segunda-feira, maio 11, 2009

What is that?


Não faço comentários.
Apenas que as lágrimas se soltaram.
Gostaria que muita gente visse este vídeo!

domingo, maio 10, 2009

Mais uma polémica

Não consigo compreender as pessoas nem aceitar muitas das atitudes que tomam. E não importa se são figuras de Estado, se é o meu vizinho do lado ou mesmo o Papa. Aliás, neste último caso, até acho que as coisas se tornam mais graves.
O facto é que, cada vez que o Papa se desloca a algum país, parece esquecer de preparar a viagem ou antes, quem o rodeia parece esquecer de o preparar convenientemente. E depois surgem as polémicas que, só por acaso, parecem ser sempre por culpa de outrem.
Então, não é que o protocolo se esqueceu de avisar o Papa de que deveria descalçar-se antes de entrar na mesquita?!? Quanto ao rezar, já poderá ser discutível, embora uma mesquita seja um local de culto, não importando a religião ou o modo como se reza (mas esta é apenas a minha opinião, que, em questão de rezas, sou um pouco "suspeita").
Que uma pessoa do povo, como eu, saiba essas coisas e o faça, não é de admirar... Afinal de contas, antes de viajar, procuro informar-me dos costumes e tradições e, em caso de países muçulmanos, sei que há diferenças a respeitar, quer eu possa ou não concordar. Mas eu sei que estou no país de outro povo e, se quero e gosto que me respeitem enquanto cidadã portuguesa, também o faço no país dos outros. Não me custa nada e fico sempre bem.
Ainda agora na Turquia, tive sempre o cuidado de me aperceber o que poderia, de algum modo, ser ofensivo para os que me rodeavam. Nas mesquitas usava um lenço na cabeça, tirava SEMPRE os sapatos à entrada (quem não sabe isto?) e, no final, quando a situação o pedia, sempre acrescentava teşekkür ou teşekkürler (obrigada ou muito obrigada), sem sentir que com isso me estivesse a forçar a alguma coisa. Aliás, mesmo no meu país, faz parte do meu vocabulário, usar o bom dia, boa tarde, se faz favor, obrigada, sem qualquer esforço. Sei que para algumas pessoas isso é um problema enorme, e para os nossos jovens, então, são palavras usadas nos séculos passados.
Pois é, Sr Papa, é melhor informar-se melhor sobre os países que visita, deixar-se "descer" ao nível das outras pessoas, para que não sejamos obrigados a pensar que o catolicismo é uma religião prepotente e com tendências a pensar que é superior às outras religiões.

quinta-feira, abril 30, 2009

Vale a pena ver

Incrível como é possível transmitir-se algo que preocupa tanta gente, ou que não preocupa nada a muita outra gente, de forma diferente e tão inteligente.
Pode ser que consiga mudar a postura de alguém...


domingo, abril 26, 2009

Chicken a la Carte

[Clicar no rectângulo preto]

Esta uma realidade, não de 2005, mas de todos estes anos que têm passado e hoje, cada vez mais.
E todos sabemos que as coisas não estão a melhorar.

domingo, março 29, 2009

Espero o próximo choque

"Enterrem a vossa raiva, porque a vida é curta", li no jornal A Bola, referente ao jogo da semana passada, e o certo é que isto se aplica a toda a nossa vida. Mas, que às vezes é difícil, isso é!
Nunca me considerei uma pessoa de preconceitos, tenho uma mente aberta para tudo o que vai surgindo no dia-a-dia e consigo acompanhar o crescimento dos meus filhos, tentando não esquecer os tempos modernos em que vivemos (parece uma frase da série "Conta-me como foi..." ). Só que sou uma pessoa para quem o Sim é sim e o Não é não e custa-me aceitar que, agora, isso se resuma a "Nim" ou "São". Tudo é permitido, tudo parece ser certo e as consequências dos actos de quem pratica as acções parecem não interessar a ninguém.
Ultimamente, parece que o mundo anda todo doido e todos os dias aparecem notícias sobre as loucuras que as pessoas fazem e/ou pensam.
Já anteriormente referi a situação monstruosa de uma criança de nove anos estar grávida de gémeos e de como, quem a tentou proteger, ter estado no "perigo" de ser excomungado pelo Bispo, sem sequer se pôr em causa o violador da dita criança. Dias mais tarde, sabe-se que o Papa, em África, num dos países onde há mais casos de SIDA, rejeitou o preservativo como forma de prevenção a um dos maiores flagelos do nosso mundo. Como se, o facto de ser a entidade máxima da Igreja, lhe desse toda a razão. Claro que o povo não vive fechado em quatro paredes, como parece ser o caso de Sua Eminência, e logo as opiniões se fizeram ouvir.
E as aberrações continuam a surgir todos os dias...
Mas hoje, para mim foi a gota d'água: há mais um "pai" grávido, desta vez em Espanha. O primeiro caso já me custou um pouco a engolir, mas agora já começa a ser demasiado.
Em que direcção estamos a seguir? Quais serão os valores que vão restar daqui a alguns anos? Que vamos nós deixar aos nossos filhos e aos nossos netos? Que tudo é possível e que podemos pisar tudo e todos, sem regras, sem valores morais, sem nada?
Quando alguém faz a sua escolha de vida, mudando de sexo, tornando-se numa pessoa diferente do que era, deverá assumir essa mudança e viver em conformidade com a sua opção. É um direito que todos temos, seja sobre que assunto for, desde que essa liberdade de escolha não interfira na vida de terceiros. Só que, o que está a acontecer, interfere, e de forma muito séria e grave, na vida de alguém que está para aparecer no mundo, e que, no futuro, poderá vir a sofrer na pele, as consequências de quem não pensou nos seus actos.
Todos os dias ouvimos sobre actos violentos de gente que não aceita a diferença. Como será a vida de uma criança gerada pelo "pai", que afinal acaba por ser a mãe, mas que usa calças e barba na cara? Como irá (ão) essa(s) criança(s) reagir quando, na escola, lhes falarem tudo isto na cara?
Será que, no mundo em que vivemos, os pais destas crianças serão capazes de evitar que sofram da descriminação que parece tão certa?
Acreditem ou não, nem consegui jantar, depois de ouvir a notícia. Senti uma revolta tão grande por aquilo em que o mundo se está a tornar, que nem consegui engolir fosse o que fosse, por muito agradável que parecesse.
Qual será o próximo choque?

sábado, março 28, 2009

Hora do Planeta

segunda-feira, março 23, 2009

Mãe condenada a 100 dias de prisão. Crime: deixou os filhos faltarem à escola durante 100 dias



" Em Portugal, isto seria impossível. E ainda bem. Há exagero nesta sentença. A senhora Carla Wiggington, de 52 anos de idade, mãe de dois filhos menores, foi condenada a 100 dias de prisão por ter sido considerada culpada de negligência na educação dos filhos. Essa negligência contribuiu para os mais de 100 dias de faltas às aulas dos dois filhos durante o ano lectivo de 2007/08. Isto ocorreu em Monterey County, uma cidade da California. Ali, a lei é clara: os pais são responsabilizados pelo cumprimento da escolaridade obrigatória dos filhos menores de idade. E o juiz aplicou a lei. No Reino Unido, pagam multas. Em Portugal, as autoridades escolares culpam os professores, penalizando-os na avaliação de desempenho e acusando-os de serem os responsáveis pelo abandono. É precisamente isso que está no decreto regulamentar 2/2008. É certo que, neste ano lectivo, não se aplica, mas o decreto regulamentar 2/2008, que define o quadro jurídico da avaliação de desempenho, continua em vigor. E o que lá está é que as taxas de abandono têm incidência na avaliação de desempenho dos professores. Verdadeiramente desresponsabilizante para pais e alunos."

in ProfAvaliação

terça-feira, março 17, 2009

Anorexia intelectual


Citando Augusto Cury:

" Não podemos esquecer que os professores de todo o mundo estão a adoecer colectivamente.
Os professores são cozinheiros do conhecimento, mas preparam o alimento para uma plateia sem apetite.
Qualquer mãe fica um pouco paranóica quando os seus filhos não se alimentam.
Como exigir saúde dos professores se os seus alunos têm anorexia intelectual? "

sábado, março 14, 2009

Em que mundo vivemos?

Não sei se diga que fiquei chocada, se, mais uma vez, abane a cabeça, por não acreditar no que ouvi no Telejornal da Sic. Creio que já não foi a primeira vez que falaram sobre o assunto.
Refiro-me ao caso da criança com nove anos, que, após ter sido violada pelo padrasto, ficou grávida de gémeos, acabando, muito logicamente (pelo menos na minha opinião), por abortar.
Mas, apesar da monstruosidade de toda a situação, ainda estava mais para acontecer: estava a ser ponderada, pela Igreja, a excomunhão da mãe da criança e da equipa médica.
Vá lá, entretanto os clérigos devem ter reconsiderado e afinal aquelas pessoas já não vão sofrer a dita pena eclesiástica...
Será possível que uma coisa destas aconteça?
Será possível que alguém, no seu perfeito juízo, pudesse pôr a hipótese de uma criança de nove anos vir a ter uma outra criança (e que neste caso seriam duas)?
Será possível que a Igreja seja tão... nem sei como dizer... ao ponto de sequer pôr a hipótese de "castigar" quem tentou ajudar aquela criança?
Só posso achar que a Igreja parou completamente no tempo e está perfeitamente obsoleta, tornando ridículos assuntos tão sérios, que se o não fossem, até daria para rir.
Em que mundo vivemos? Para onde caminhamos?

domingo, março 01, 2009

Pois bem, eu ando na net!

Tenho andado um pouco afastada deste meu blog, talvez um pouco por culpa do meu outro blog (o malandro!). Tenho andado mesmo metida nas fotografias, o que me tem levado pelo mundo fora, viajando nos blogs de outras pessoas. Algumas que partilham o meu gosto por flores, ou por neve, ou por paisagens , ou por animais... tudo serve para fotografar. E só saltitando de blog em blog , nós nos apercebemos o tanto de belo que as pessoas nos mostram.
Não são poucas as pessoas que me têm perguntado como é que eu "perco" tanto tempo nestas minhas deambulações pela net. Elas não têm tempo para estas coisas, têm sempre tanta coisa para fazer... Mas eu só posso responder que procuro fazer alguma coisa que gosto e que me dá prazer. E isto dos computadores e da possibilidade de viajar pela net, realmente dá-me prazer!
É tudo uma questão de opção!
Há quem leia, há quem veja televisão (se me sento a olhar, adormeço), há quem faça ponto cruz (também já fiz, mas os meus olhos já não deixam e nem sempre me apetece fazer "arraiolos"), há quem vá para o café, há quem... Cada um faz o que melhor encontra para descansar e aliviar do dia complicado que viveu.
Pois bem, eu ando na net!
E descubro coisas lindíssimas. E vejo obras de arte. E visito cidades e lugares onde nunca irei. E aprendo a fazer coisas que nunca pensei aprender...
Tantas coisas que podemos descobrir ao teclar nesta caixinha milagrosa que é o nosso computador...
Eu sou fã!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Capital da cortiça?


Parece incrível, mas uma das grandes empresas da cidade está em crise.
Vivemos na zona da cortiça, na cidade que é (era?) considerada a capital da cortiça, e hoje, quando fui para marcar uma visita com colegas estrangeiros que estarão cá na próxima semana, foi-me dito que as coisas estão tão más, que se torna impossível organizar qualquer tipo de visita.
E era esta uma das fábricas mais modernizadas do país. . .
Alguma coisa de muito grave está a acontecer no nosso país, para tudo estar a acabar fechado, famílias inteiras sem emprego e, ainda pior, sem qualquer esperança de encontrar um novo emprego.
Qual será o nosso futuro? Como será o futuro dos nossos filhos?

terça-feira, dezembro 30, 2008

Feliz Ano Novo

"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos."
Luís de Camões

Eu quero esquecer os erros dos anos velhos, quero cometer erros novos, ou, se pudesse escolher mesmo, eu queria era não cometer erros nenhuns.
Costuma dizer-se que é a bater com a cabeça que aprendemos, mas não sei se ainda terei muito mais paciência para continuar a bater com a cabeça ou a continuar a aprender com os meus erros. Há dias em que me sinto impotente para mudar alguma coisa, mas outros dias há, em que sinto uma força incrível , que me impele para a frente, só que... ... e ... ... cá estou eu ... ainda!
FELIZ ANO NOVO para todos.

******

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas nem
parvamente acreditar que por decreto

da esperança a partir de Janeiro
as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e
gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
dorme e espera desde sempre."

Desconhecido

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Tempo


Alguém disse:

" Quanto ao Passado já nada podemos fazer; o Futuro é uma incógnita e o Presente tem esse nome, porque é uma dádiva que nos é oferecida, diariamente, para desfrutarmos. "

quarta-feira, novembro 05, 2008

O Bairro em Coimbra

Um dos blogs que estou a seguir, diariamente, é o CAVALO SELVAGEM, de um grupo de pessoas que, ao fim destes anos todos, ainda conseguem encontrar-se num espaço como este, para partilharem vivências da sua juventude, num bairro de Coimbra. Mas não se encontram apenas nas palavras que escrevem ou nas fotos que vão descobrindo nos seus álbuns; também conseguem manter um espírito que os leva a juntarem-se em pequenos e grandes encontros, como foi o de 18 de Outubro, no Centro de Recreio.
Afinal, qual é a razão por que eu me sinto ligada a esse pessoal (sim, é um grupo enorme e há sempre alguém que vai aparecendo para engrossar este grupo de velhos amigos)?
Bom, muito simplesmente porque, a 160km da cidade dos estudantes, são eles que me fazem recordar coisas da minha meninice e juventude, desde os 5 anos até aos 25, idade com que deixei Coimbra para conhecer o Alentejo, onde comecei a trabalhar e onde ainda vivo hoje, com família e amigos.
Quando leio o que escrevem e recordam, volto a calcorrear espaços por onde passei para ir para a escola do Magistério Primário ou para o Liceu Infanta Dª Maria, como era a Praça dos Açores, por onde a minha mãe nunca queri
a que eu fosse... Volto à Praça Ilha da Madeira onde morava uma das minhas melhores amigas, a Milú... Revejo a casa da minha tia na Rua de Angola...
Não os conheço pessoalmente, mas sei qu
e todos frequentámos o Samambaia para a bica e momentos com amigos. Eu sou um bocadito mais nova, por isso, naquele tempo, talvez pertencesse ao grupo dos jovens que gargalhavam no meio do café. Lembro que, por vezes, éramos um grupo, bem no meio da sala, ocupando 3 ou 4 mesas. Noutras vezes, só estava eu e a minha amiga Manuela Branquinho, e sentávamos junto à parede, numa mesa estratégica para ver quem entrava. Comecei a ir ao café quando já estava no Propedeutico, e gostava imenso daqueles momentos de convívio. Por isso, algumas das caras que vejo nas fotos do CAVALO SELVAGEM, não me são completamente desconhecidas, embora não possa associar nomes nem situações.
Aliás, eu não morava no Bairro, propriamente dito. Morava na Rua Dr. Daniel de Matos, por cima da retrosaria da Dª Celeste e do Sr Lemos, que, por acaso, eram os meus pais. Talvez as mães de alguns dos Cavalos tenham feito compras na loja da minha mãe, ou, quem sabe, talvez tenham ido tirar/revelar fotografias
no fotógrafo que era logo ao lado...


Para já, não posso deixar de agradecer ao meu amigo da Figueira da Foz, o António Ramos e à sua companheira, Maria João, por me terem falado do blog. E não quero ,também, deixar de agradecer as visitas e comentários, feitos por "cavalos" neste blog, bem como os emails que tenho recebido, mostrando que, de certo modo, eu também pertenço ao "Bairro".

segunda-feira, novembro 03, 2008

quarta-feira, outubro 29, 2008

Reflexões partilhadas

"Grãos de areia é o sugestivo titulo deste blog. Desconheço as razões da sua adopção, mas sugere-me umas quantas reflexões.

Ensinaram-me ainda na escola primária que o reino mineral se caracteriza pela ausência de vida. Não sei se isto é inteiramente verdade...

Um grão de areia, só por si, tem a força suficiente para paralisar uma complicada engrenagem em movimento que o Homem idealizou e construiu convencido que lhe tinha dado o sopro da vida.

A união de milhares de grãos de areia constitui uma barreira intransponível às mais poderosas forças humanas que a queiram derrubar.

Em contrapartida essa mesma muralha abre-se e torna-se permeável a tudo o que, com carinho, com ela queira conviver e misturar-se.

Vejam a facilidade com que a água escorre, penetra e se envolve nas suas entranhas numa miscigenação e convivência com os grãos de areia, possível se deles se acercar com leveza e suavidade.

Mas a mesma água já não o consegue, se o tentar fazer recorrendo à força e brutalidade.

O Homem utilizou os grãos de areia quando construiu a ampulheta, instrumento para medir o tempo.

Ao fazê-lo descobriu que os grãos de areia possuem a sua própria energia, inesgotável, e o instrumento funciona sem necessidade de recurso a energias externas, ao contrário de outros aparelhos de idêntica finalidade mais tarde inventados .

E eu pergunto: Energia não é vida?

É por tudo isto que acho que este blog tem tudo para poder singrar, se fizer jus ao titulo que o identifica.

Tem a força indomável e tem a suavidade.

Tem beleza.

Tem energia própria.

Tem vida!

Rui Felício "