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sexta-feira, março 26, 2010

Já não há pachorra!


Como não consigo compreender certos assuntos que vão aparecendo nos media, e já não tenho pachorra para certas notícias que só podem ser aberrações das cabeças de certas pessoas, ponho só uma chamada para o blog onde este assunto já é tratado.




segunda-feira, março 15, 2010

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos




Nunca a ESCOLA e o ENSINO esteve tão bom...
É um mar de rosas, não há dúvida!

Levantem-me esses rabos dos gabinetes e venham para o terreno!

(ler aqui e ali)



domingo, março 07, 2010

A escola de Mirandela falhou. Morreu uma criança no exacto momento em que devia estar numa aula


Pergunto-me quantas crianças precisarão de morrer, ou quantos acidentes deverão acontecer, até que as escolas se sintam responsáveis pelas crianças que saem do espaço escolar, nas horas em que deveriam estar dentro de uma sala de aula. E falo com conhecimento de causa.
A quem serão pedidas responsabilidades?

O título pertence ao ProfBlog e mais uma vez o Ramiro Marques põe o dedo na ferida.

"A missão principal da escola é ensinar o que merece ser ensinado. Mas a primeira missão da escola é garantir a integridade física dos alunos.

Quando a escola não cumpre a sua primeira missão, não está em condições de assegurar a sua missão principal. Uma escola que não garante a integridade física dos alunos falha em toda a linha. Há muitas escolas públicas do País que não conseguem garantir a sua primeira missão. E, claro, ficam impedidas de assegurar a sua principal missão. (ler mais...)"

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

A tralha que atrapalha

Agora que estamos novamente em reuniões intermédias de avaliação, acho que o Ramiro Marques tem mais do que razão: tanto trabalho inútil, tanto tempo desperdiçado, tanto papel escrito...
E já repararam que nessas reuniões, se tiverem a duração de 1 hora, é 1 hora em que falamos de maus comportamentos, de maus aproveitamentos, de dificuldades, de NEE, e nem cinco minutos paramos numa boa aluna ou num bom aluno, que poderia ser muito melhor se arranjássemos umas estratégias para que a sua aprendizagem se desenvolva mais, para que lhe possamos "permitir" evoluir na sua aquisição de conhecimentos e na aplicação dos mesmos em novas situações, chegando bem mais longe do que a nivelagem "por baixo" lhe permite?

Aqui fica o poste do Ramiro no ProfBlog e digam se tenho ou não razão:

A tralha que atrapalha

6.1.10 Publicado por: Ramiro Marques

Por que será que a opinião pública tem sido pouco alertada para a tralha que atrapalha? Por que será que o processo negocial, que se arrasta há quase dois meses, não inclui a questão da tralha que atrapalha?

Não há um único professor no país que não saiba qual é a tralha que atrapalha.

Até os inspectores - guardiões da tralha que atrapalha - sabem qual é a tralha que atrapalha.

Até os burocratas que trocaram a sala de aula pelas equipas de "apoio" às escolas sabem qual é a tralha que atrapalha.

E até mesmos os aposentados que integram o CCAP sabem qual é a tralha que atrapalha. Não porque conheçam a realidade das escolas - já que fugiram delas em bom tempo - mas porque ouviram falar da tralha que atrapalha.

Mas, admitindo que haja algumas almas bem intencionadas, embora ignorantes, nas equipas de avaliação externa das escolas, no CCAP, nas equipas de "apoio" às escolas, na DGRHE ou nas DRE, deixo aqui a lista da tralha que atrapalha:

Os projectos curriculares de escola. Não servem para nada: só atrapalham sobretudo porque há quem os altere todos os anos. Já contaram as milhares de horas perdidas pelas equipas e comissões permanentes de revisão dos projectos curriculares de escola e dos projectos educativos de escola?

Os projectos curriculares de turma. Servem para alguma coisa? Sim: para perder tempo.

Os planos de recuperação. Servem para quê? Socializar os prejuízos e privatizar os benefícios. Desculpabilizar e construir sucesso educativo de forma fraudulenta.

Os planos de acompanhamento. Idem.

Os planos de "melhoramento". Idem.

Os relatórios sobre os planos de recuperação e de "melhoramento" (sic). Idem. Monumentos à novilíngua e à trafulhice pedagógica.

Acabem com a tralha que atrapalha. A opinião pública compreenderá que a talha que atrapalha é nociva ao ensino.

Gostava de ouvir os responsáveis do ME a falar na redução ou eliminação da tralha que atrapalha. Não ouço. A tralha que atrapalha obedece ao plano.

(in ProfBlog)

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Acordo ortográfico em 2011-2012

"A ministra da Educação anunciou ontem, segunda-feira, que o novo Acordo Ortográfico deverá chegar às escolas apenas no ano lectivo 2011-2012. Isabel Alçada justificou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura de crise.

No final da audição parlamentar, a ministra explicou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura em que o país atravessa uma crise financeira. Mas garantiu que os docentes serão sensibilizados e terão os recursos necessários à sua disposição quando a medida entrar em vigor. (...)"

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Suspensão de programas de Português causa estranheza


Suspensão de programas de Português causa estranheza

Mais notícias sobre a suspensão do novo Programa do Português, embora já sejam de ontem, 17 de Fevereiro. Podem ver neste sítio.

Eu reservo a minha opinião e talvez escreva quando (e se...) se souber o que vai REALMENTE acontecer. Tudo isto cansa!

"Os novos programas de Língua Portuguesa do 1.º, 2.º e 3.º ciclos não entram em vigor no próximo ano lectivo. Associação de Professores de Português e coordenador da equipa foram apanhados de surpresa. Está decidido. O Ministério da Educação não deu luz verde para a aplicação dos programas de Língua Portuguesa do Ensino Básico no próximo ano lectivo, cuja entrada em vigor estava prevista há cerca de três anos. Tudo indica que a decisão se prende com uma revisão curricular do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, o que deverá implicar novas regras. Os manuais ficam assim guardados pelo menos mais um ano, depois de um trabalho intenso, acções de formação e sessões nas escolas. A medida da tutela ainda está a ser digerida e, até decisão em contrário, os professores devem reger-se pelos actuais programas que viram a luz do dia em 1991. (ver mais...)"

domingo, fevereiro 14, 2010

Novos programas de Português para o ensino básico adiados


Bom, estou de boca aberta, estou de queixo caído, tanto mais que sou uma das tais não sei quantas pessoas que andam na formação do PPEB, o tal (ex-?) Programa de Português do Ensino Básico, o tal que tanto tenho "apregoado" na minha escola, no meio de colegas, que nem sempre se mostraram com muita vontade (para não dizer nenhuma) de acompanhar. Será que afinal tinham razão?

A notícia aqui fica, podendo ser lida na íntegra ali

"Novos programas de Português para o ensino básico adiados

No próximo ano lectivo já não entram em vigor os programas de Língua Portuguesa dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos. O Ministério da Educação decidiu adiar, uma vez que está prevista uma revisão curricular e a definição das metas de aprendizagem para o ensino básico. (...)"


Mas já gora dêem uma vista de olhos no ProfBlog.


Só tenho uma pergunta: em que fica todo o trabalho feito até agora?

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

O que os pais nunca devem fazer



" O NÃO Também Ajuda a Crescer", de Maria Jesus Alava Reyes

Muitos pais deveriam ler este livro para conseguirem lidar com o crescimento e a educação dos seus filhos.

Sinopse
Não há regras universais, nem receitas mágicas mas existem princípios básicos que nos podem ajudar na difícil, complexa e maravilhosa tarefa que é educar. É fundamental criar normas básicas que ajudem o nosso filho ou educando a conseguir a estabilidade, tranquilidade e segurança necessárias para o desenvolvimento correcto enquanto pessoa. Para a psicóloga María Jesús Álava Reyes, autora best-seller em Portugal, o não dito com segurança e convicção também ajuda a crescer. Esta psicóloga com mais de 20 anos de experiência no trabalho directo com crianças, garante-nos que não temos de ser amigos dos nossos filhos, que não devemos comprá-los com presentes, ou protegê-los em excesso, fechar os olhos ou negar evidências. É fundamental assumirmos o nosso papel de educadores e estarmos à altura do desafio. Neste livro encontra casos reais de famílias e crianças com problemas, sugestões de actuação e as regras de ouro que ajudam a melhorar a relação entre crianças e pais, como por exemplo, a ideia de que é fundamental sermos mais perseverantes que elas, que os discursos longos de pouco ou nada servem porque as crianças não reagem perante as nossas palavras, mas perante os nossos actos, que é fundamental pai, mãe e restante família estarem unidos nos critérios de educação e agirem com segurança.
No ProfBlog, esta obra, recentemente publicada em Portugal, está a ser divulgada, tendo sido acrescentados alguns outros conselhos:

"Fique com algumas dica sobre o que não se deve fazer:

Pensar que as crianças não precisam de normas.

Tentar ser amigo em vez de exercer a parentalidade.

Proteger de mais os filhos, retirando-lhes as dificuldades do caminho.

Favorecer o consumismo. Gera uma insatisfação permanente.

Pregar sermões. Há que actuar antes com coerência e firmeza.

Não reagir aos primeiros sinais de alarme.

E eu (Ramiro Marques) acrescento outras coisas que não se devem fazer:

Dizer mal dos professores à frente dos filhos.

Pedir desculpa aos filhos por tudo e por nada, dando sinais de fraqueza.

Fazer aquilo que não se quer que os filhos façam.

Mostrar, por palavras e actos, desprezo pelo trabalho e pelo esforço.

Dar a entender, por palavras e actos, que a vida é um festim."


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DESCRIÇÃO Estamos a 5 de Fevereiro, o dia em que em 1937 estreou "Tempos Modernos” de Charles Chaplin. A 5 de Fevereiro do ano 146 terminou a terceira guerra púnica. Neste dia, em 1852, abriu ao público o Museu Hermitage, em S. Petersburgo. Nascidos a 5 de Fevereiro: André Citroen em 1878, William Burroughs em 1914, Regina Duarte em 1947, Sven-Goran Eriksson em 1948 e Cristiano Ronaldo em 1985. Em 1972, Neil Young lançou Heart of Gold. Foi o único número 1 da sua carreira.


terça-feira, fevereiro 02, 2010

Pais não aceitam sanção disciplinar


Qualquer dia ainda hão-de querer que batamos palmas ao comportamento dos alunos e lhes peçamos desculpas por não aceitarmos a agressão escrita ou falada (já para não falarmos dos outros casos).

Estudei no Liceu Infanta Dona Maria, em Coimbra, quando este ainda só era feminino e passou a misto, depois do 25 de Abril. Sou de outra geração, claro, mas estas situações não têm nada a ver com gerações. Têm a ver com educação e respeito, coisa que, nas gerações actuais, deixa muito a desejar...

Veja-se o que é retratado no ProfBlog e digam se tenho ou não razão: o pior cego é aquele que não quer ver... E andam por aí muitos pais cegos!

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

"Eu tenho Poder"

Que me desculpem algumas pessoas, se firo alguma susceptibilidade, mas não resisto a transpor para aqui o poste que li num dos blogs que sigo: O Consultório da Maria.
Sou professora e sinto muito do que aqui está escrito. E dou os parabéns à Maria pela frontalidade com que desabafa no seu espaço, sem papas na língua e dizendo aquilo que vive e sente no seu dia-a-dia, de uma forma nua e crua.


" Eu tenho o poder!

Segundo um senhor americano extremamente iluminado, o problema do insucesso escolar reside nos professores. Os alunos não estudam? A culpa é dos profesores. Os alunos não respeitam o ambiente escolar? A culpa é dos professores. Os alunos faltam? A culpa é dos professores. Os encarregados de educação estão-se borrifando para o facto do filho/a ter esmurrado um colega ou mandado um professor levar na bilha? A culpa é dos professores. Os encarregados de educação não comparecem às reuniões? A culpa é dos professores.
Segundo ele, se um professor consegue atingir sucesso numa turma, todos os seus coelgas o devem conseguir fazer também. E eu estou de acordo, ou não estivéssemos nós a falar de grupos de máquinas programáveis que seguem o objectivo de aprender. Adiante, o que me deixa mesmo descansada por saber que afinal a culpa é toda minha é que, detendo todo esse poder, e como pequena déspota que sou, vou modificar a minha atitude e a partir de agora os meus alunos não faltarão às aulas, farão sempre os t.p.c., estudarão diariamente os conteúdos, deixarão de dizer asneiras a cada 3 palavras e os pais começarão a preocupar-se com os filhos e com a vida escolar dos seus rebetos. Obrigada, senhor americano, não fosses tu e o sistema de ensino continuava uma balbúrdia em que nos habilitamos a levar na boca de um puto ou de um pai a cada dia que passa. Muito e muito obrigada, hã!


ps: Agora que penso nisso, a resposta que uma encarregada de educação me deu há dias é culpa minha! A ******** não fez o t.p.c. por motivos pessoais é uma resposta absolutamente espectacular e eu deveria ter sido mais compreensiva, afinal de contas a menina só não fez o t.p.c. 5 vezes seguidas. Shame on me!"

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Só fala quem passa por elas...



Nem de propósito...

"No Diário de Notícias a 22/01/2010: "Professores dizem que passam quase 15% do tempo de aulas a manter a ordem entre os alunos das suas turmas


Este é o poste que encontrei no PROFESSORES LUSOS e que me faz pensar naquilo que vivo, dariamente, na escola. E, principalmente, recordei um momento de desabafo de uma colega que, hoje, depois de uma aula de Matemática, tentava compreender o que se tinha passado naqueles 90 minutos e ponderava nas estratégias que poderia utilizar para cativar a atenção daqueles miúdos que, muito simplesmente, se estão a borrifar para o que se está a fazer na aula.

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22 de Janeiro

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Só a educação de qualidade gera emprego e riqueza. A outra é um desperdício



Vale a pena ler


"(...)
A educação só é geradora de riqueza quando é de qualidade. (...)"





21 de Janeiro

sábado, janeiro 09, 2010

Em Espanha, autoridades educativas devolvem autoridade aos professores. E em Portugal, quando é que se faz o mesmo?


"Depois do acordo, abriu-se a página de novas rondas negociais em torno de matérias essenciais para a qualidade da escola pública: logo à cabeça, o estatuto do aluno e a reposição da autoridade do professor. Os sindicatos têm o dever de ser firmes na defesa da celeridade e eficácia no combate à indisciplina, ao bullying e à violência verbal e física nas escolas. Sem autoridade do professor na sala de aula e nos restantes espaços escolares não há forma de garantir a qualidade do ensino. Em Espanha, depois de anos de laxismo, as autoridades educativas estão a criar medidas que restauram a autoridade dos professores. O ME tem de olhar para os bons exemplos."

No ProfBlog está o artigo "Las normas de convivencia se extienden al horario no lectivo", onde este assunto foi tratado ontem, 8 de Janeiro.

sábado, dezembro 26, 2009

"Não caiam no erro de apanhar gripe"



Já não basta tudo o que foi este ano lectivo que passou (e ainda durante este primeiro período), bem como os resultados finais da avaliação dos professores nas escolas (ou pelo menos em algumas...), mas agora ainda mais esta que fui encontrar no ProfBlog:


Passem pelo Blog do Ramiro, que vale bem a pena, ver ao que chegámos.

sábado, dezembro 19, 2009

A Educação não se vai buscar à universidade


Tinha prometido a mim própria que, durante estes dias de interrupção lectiva, que contará a partir de 24 de Dezembro e não desde sexta-feira, 18, dia em que as criancinhas ficaram de férias, não falaria de escola, de alunos, de directores, de avaliação, de... Só que não é possível, porque não tenho sangue de barata e custa-me muito ouvir (ou ler) certas coisas que me dão volta ao estômago.
Já fui filha e já fui aluna. Há uns anitos, é certo, mas tenho um orgulho imenso em pensar que sou uma pessoa com educação, seja em que situação for e seja para quem for.
Sei também que os tempos mudaram e, infelizmente, teima-se em dizer que as coisas de hoje estão muito diferentes das que eram antigamente. Será que isso quer dizer que os valores morais também já não são os mesmos e, por isso se deve aceitar tudo o que nos vai surgindo pela frente?
Como mãe e como professora, teimo em dar, aos meus filhos e aos meus alunos aquilo que acho correcto para alguém que, um dia, vai ser adulto, vai lidar com tudo o que é a nossa sociedade e em que todos estamos inseridos. A minha mãe sempre me dizia que a educação não se adquire numa universidade, e todos os dias eu confirmo, com grande veemência ,o que ela afirmava. E cada vez mais, sempre que tenho alunos que mostram sinais evidentes de uma grande falta de educação, de civismo e de respeito para com o Outro.
Creio que até hoje, os dedos de uma mão devem chegar para contar as participações que fiz de alguns acontecimentos nas minhas aulas. Resolvo todos os "problemas" que possam surgir e, só em último caso recorro ao Director de Turma. A única vez que precisei da presença de alguém do Conselho Directivo, na Biblioteca, quase levei com uma cadeira em cima, e, mesmo assim, para haver alguma reacção, foi necessário gritar no gabinete. Mas adiante...
Nas minhas aulas, tenho como lema, o respeito mútuo e a educação. Custa-me ver alunos que se espreguiçam de tal forma que quase se deitam na mesa de trás; não suporto estar a falar com um aluno que, nesse preciso momento tem um dedo na sua cavidade nasal, numa prospecção intensa, talvez na esperança de encontrar, no terreno, algum filão mineral; não aceito linguagem imprópria e como tal, refiro-me a palavrões começados por "C", "F" e outras letras do alfabeto, que em nada estão ligados com a aprendizagem da Língua Portuguesa; não permito que os alunos se exprimam contra os seus colegas, levantando-se do seu lugar para agredir o outro; e, de modo algum, aceito que um aluno seja agressivo e falte ao respeito à minha pessoa, mandando-me para aqui ou para acolá.
Será que, agindo desta forma, estou a reprimir os meus alunos?

Vem este poste a propósito de um outro que fui ler no ProfBlog, que, como sempre está bem atento ao que vai saindo, não só a nível da A.D.D., mas de todos os assuntos referentes à profissão de quem tem a seu cargo o ensino e o desenvolvimento social, cívico e intelectual dos nossos homens e mulheres de amanhã (profundo e demasiadas vezes já dito, mas verdadeiro).
Segundo esse tal poste, com o título "Mais um psícólogo a atirar as culpas da indisciplina para cima dos professores", eu poderei ser considerada uma professora opressora e incapaz de ouvir os pontos de vista dos meus alunos. Coitados deles. Até já tenho pena do mal que lhes tenho andado a infligir...
O engraçado é que estes estudos e estas conclusões são sempre feitas por senhores que estão fechados nos seus gabinetes, mito bem sentados, sem fazerem a mínima ideia do que é HOJE ser professor numa sala com 26 alunos, daqueles que, individualmente, ou seja sozinhos, em casa, só com os pais, muitas das vezes são impossíveis de aturar (palavras de alguns pais). Agora ,juntem esses meninos todos, metam-nos numa sala e esses ditos senhores que venham com essa psicologia de trazer "por gabinete" para dentro desses mesmos espaços. Aceitarei opiniões de alguém que esteja no terreno, todos os dias, como eu e tantos outros profissionais estamos.
No final da vossa leitura, digam da vossa justiça e deixem-me sentir que, afinal, eu não sou tão má assim.

"Luís Picado, coordenador do Instituto Superior de Ciências Educativas - uma escola privada de formação de professores que tem lançado milhares de docentes para o mercado - fez um estudo com o título "A indisciplina em Sala de Aula: Uma Abordagem Comportamental e Cognitiva" e chegou às habituais conclusões:
1. "Os professores são os responsáveis pelos problemas de indisciplina na sala de aula".2. "Boa parte dos conflitos resulta da incapacidade que o professor tem de ouvir os pontos de vista dos alunos" 3. "Os professores não souberam adaptar-se às novas realidades".
Estas teses têm eco nos serviços de inspecção. Professor que faça participação de alunos é docente marcado. São por isso cada vez mais os que ignoram as situações de indisciplina, beneficiando o infractor e transmitindo a ideia de que todos os comportamentos são aceitáveis.

Luís Picado acha que a indisciplina é uma questão de expressão dos pontos de vista dos alunos. Os alunos que impedem os outros de aprenderem estão apenas a exprimir um ponto de vista pessoal? Um ponto de vista tão estimável como qualquer outro? Os alunos que usam linguagem obscena na sala de aula estão, afinal, apenas a ser criativos? O problema é do professor que, ao sancionar tais comportamentos, faz uso de intolerância face aos "diferentes pontos de vista". Os alunos que insultam os professores estão apenas a exprimir a suas frustrações? Os professores que reprimem esses comportamentos estão a impedir que esses alunos libertem os seus pontos de vista?

Portanto, meus caros, sigam estes "sábios" conselhos: a indisciplina só existe quando é reportada às instâncias superiores. Aguentem, ignorem que ela existe, olhem para ela como o resultado da expressão de diferentes pontos de vista e, pronto, a indisciplina desaparece. E se houver algum aluno que queira descarregar as frustrações num saco de boxe, ponha o corpo a jeito."

(Publicada por Ramiro Marques)

sábado, dezembro 05, 2009

Pedagogia


Tenho tentado esquecer o que ouvi hoje na minha escola, mas ao receber um email com este vídeo, não resisti e vou desabafar mais um pouco.

Quando falamos do que éramos no nosso tempo e como as coisas se passavam naquela altura, há sempre alguém pronto a responder que os tempos de hoje são outros, que ainda bem que os nossos jovens são assim e, no final de contas, parece que nós é que estamos errados em pensar como pensamos.

Com todos os cuidados e planos de contingência que temos nas nossas escolas, por causa da H1N1, todos os dias há alunos a faltar às aulas e, ultimamente, a sala de isolamento tem tido alguma "clientela".
Qual não foi hoje o meu espanto ao encontrar uma Directora de Turma que vinha pasmada com o que se tinha passado: uma aluna (que por acaso também é minha), de 10 anos, simplesmente se tinha recusado a colocar a máscara, apesar de 3 adultos terem tentado fazê-la ver e compreender a situação. Uma das pessoas é da direcção da escola e nem assim a bendita CRIANÇA aceitou o facto de TER DE OBEDECER e colocar a máscara na boca para sua protecção e dos outros.

Eu acho isto, no mínimo, INCRÍVEL!!! e INACEITÁVEL!!! Tanto como mãe como professora, eu não posso aceitar que uma coisa destas aconteça. E pergunto o que será esta CRIANÇA em casa, com os pais, quando tem uma actuação destas com outros adultos a quem ela deveria reconhecer autoridade. Se com 10 anos isto acontece, quero ver o que será, digamos, daqui a 3 anos, quando entrar na adolescência, a tal "idade da prateleira". No próximo ano, acreditem, já se notará alguma evolução.

Sei que tenho 50 anos e a minha infancia e a minha adolescência não teve nada a ver com o que se passa hoje em dia. No entanto, a educação e o respeito não têm idade e nem podem ter data ou século. Têm de existir SEMPRE entre as pessoas e as CRIANÇAS, na idade em que o são, é que devem aprender o que quer dizer o SIM ou o NÃO, o PODES ou o NÃO PODES, o DEVES ou NÃO DEVES. É esse o nosso papel, de ADULTOS, de PAIS, de PROFESSORES.
Não invertamos as coisas e não permitamos que sejam as crianças a dizerem aos adultos o que deve ser feito. Uma sociedade não pode crescer correctamente dessa maneira.

O vídeo exagera um pouco em alguns aspectos, mas que fala muita coisa certa...lá isso fala.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Sem papas na... caneta


(in, Público 25.11.09)

quinta-feira, novembro 26, 2009

Gabriel Chalita: haja alguém que fale com fervor sobre os professores


Gabriel Chalita defende professores em discurso na Sessão Plenária

Se eu pudesse, eu bateria palmas, e mais palmas, e mais palmas...
Pela primeira vez, eu oiço alguém a falar de nós, professores, com decência, verdade e, tal como é escrito no ProfBlog, mostra que, mesmo no outro lado do oceano, os problemas são iguais e os sentimentos são os mesmos.
Bem haja, Gabriel Chalita, por me permitir ouvir alguém falar de nós, com o fervor com que defendeu os professores do seu país.
Será que alguma vez alguém falou assim de nós, no nosso parlamento? Será que há algum registo no YouTube?

terça-feira, novembro 24, 2009

Novo Programa de Português e a TLEBLS


Depois dos Novos Programas da Matemática, chegou a vez da Língua Portuguesa.
Primeiro o PNEP para o 1º ciclo e agora, este ano, começou a formação para o PPEB, para os 2º e 3º ciclos.
Como não gosto de estar a fazer sempre a mesma coisa e procuro estar a par das novidades sobre o que, mais tarde ou mais cedo, vou ter de trabalhar, tratei de me meter na formação e eis-me a ir para Portalegre, de 15 em 15 dias, para saber do que afinal se trata o bendito do PPEB ( Programas do Português do Ensino Básico ).
A minha reacção, ao me ler o Programa e ao me aperceber da existência do Dicionário Terminológico, foi apenas uma: as TLEBS estão aí. Camufladas, com uma nova roupagem, mas lá estão elas, com aqueles termos horrorosos e noções novas, que apenas vão fazer com que o ensino do Português se torne mais complicado. Eu, que até sou do 2º ciclo, e já andei metida nas TLEBS quando elas surgiram, já não sentirei um embate tão forte, mas o pessoal do 3º ciclo tem lá cada berbicacho...

Bom, e mais uma vez andando nas minhas visitas blogueiras (creio que este termo é brasileiro), encontrei um poste que está mais do que certo, naquilo que transmite. Por isso, decidi colocá-lo aqui, já que muitas das minhas amigas, professoras de Português, vão passando e poderão lê-lo.

" FLISCORNO
Publicado em domingo, 8 de Novembro de 2009




Novo Programa de Português e a TLEBLS

Quando se poderia pensar que a TLEBS tinha sido enterrada juntamente com a anterior equipa do ME, eis que o zombie se ergue da tumba para nos perseguir de novo, numa prova acabada de que as máquinas ministeriais estão muito para além das cabeças da hidra. Foi o que fiquei hoje a saber por António Jacinto Pascoal numa crónica do Público.






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Dicionário Terminológico - voltar à vaca fria
António Jacinto Pascoal - 2009-11-08

Agora, que as águas estão mais calmas, no que concerne a questões de linguística, surge-nos de chofre o Novo Programa de Português (NPP). Poderíamos pensar que estaríamos descansados em relação à arqui-designada TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário), porém, para quem não sabe, o NPP traz à colação o Dicionário Terminológico, nova designação para a tal terminologia linguística.


Se concluirmos (o que pode ser refutável) que o NPP em pouco acrescenta ou altera os Programas de Língua Portuguesa dos três ciclos, ficamos com a impressão - quiçá errada - de que o novo programa está ao serviço do Dicionário Terminológico (convém referir que a versão on-line, do Ministério da Educação, se encontra em http://www.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/DT.aspx e que existe já uma edição em papel, não oficial e distinta da organização da versão do ME, editada pela Plátano Editora, de Isabel Casanova, intitulada Dicionário Terminológico, compreender a TLEBS). Se assim for, há razão para nos alertarmos e até preocuparmos. Seria, a ser verdade, uma forma pouco deontológica de impor uma verdade que, até ver, carece de consenso. Até agora, não está provado que a nova gramática seja um benefício pedagógico para os alunos: a complexidade terminológica e a distinção quase subtil de conceitos gramaticais surgem como um impedimento a uma assimilação de conceitos que, na gramática tradicional, não se poriam. Nessa gramática, não só não se esmiuçavam certas noções, como havia uma margem, ao critério dos professores (ainda que com certa base científica), para a ressalva de incongruências possíveis ou zonas de ambiguidade. Com a nova terminologia, toda a linguagem metalinguística se torna complexa, surgindo novas zonas de ambiguidade mais delicadas ou que, ao que parece, implicam a sua dose de relativismo.

Saliente-se que foram vários os protestos contra a TLEBS, surgidos essencialmente em 2006. Desde Eduardo Prado Coelho a Saramago, passando por Maria Alzira Seixo ou Manuel Gusmão (que escreveu o excelente artigo "Uma triste Vocação para o Desastre", sobre essa matéria - Expresso, 27 de Janeiro de 2007), várias foram as vozes críticas e discordantes. Passou-se a ideia de que havia, para além de critérios académicos, interesses económicos e particulares associados à implantação dessa nova terminologia.

Recordo aqui algumas palavras da cronista Helena Matos, do jornal PÚBLICO: "O monstro chama-se TLEBS. Para memória futura convém defini-lo desde já como o maior contributo dado por Portugal para a iliteracia das gerações futuras (11 de Novembro de 2006)" e "Podemos discutir interminavelmente as vantagens e desvantagens da nova terminologia. Pessoalmente considero-a confusa, desadequada e prolixa. Pode objectar-se que a terminologia substituída pela TLEBS padecia dos mesmos defeitos. Em alguns casos sim, mas em grau muitíssimo menor (18 de Novembro de 2006)". Num ponto - até porque a cronista não pode provar certas afirmações - Helena Matos está certíssima: a TLEBS (agora Dicionário Terminológico) é prolixa. Implica imensas noções para explicitar uma, tende a favorecer a minudência, é sumptuosa nas evidências. Mas isto são sinais dos tempos, num tempo em que os professores são triturados nas pilhas de papéis que também eles criaram, ou em que se concebem reuniões por matérias vácuas.

Desfolhando o Dicionário Terminológico de Isabel Casanova ao acaso, paro na página 50, onde encontro a entrada "Assassínio linguístico". Diz a referência: "Diz-se da morte linguística causada por uma língua politicamente dominante". Ora, não será mesmo disto que se fala, quando se fala de nova terminologia? De uma espécie de Novi-língua de Orwell? Estaremos assim tão perto daquele 1984? Professor"